As dificuldades dos professores no processo de inclusão de alunos surdos

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As dificuldades dos professores no processo de inclusão de alunos Surdos
Samara G. Vieira
Wellington Fonseca


Introdução


Com o intuito de analisar as dificuldades encontradas pelos professores de ensino regular com a inclusão de surdos em sala de aula, preparamos um questionário, para compreendermos a problemática passada por esses docentes, as dificuldades, osdesafios e experiências com intérpretes em sala, a dificuldade do aluno surdo com a Língua Portuguesa, sendo a segunda língua adquirida pelo aluno surdo. Distribuímos a 7 (sete) professores da rede Municipal de Linhares, para fazermos aqui uma avaliação dos resultados envolvidos e percebidos pelos docentes em escolas regulares. Cabe ressaltar, que analisaremos também as dificuldades que o surdoapresenta em ambiente escolar e sua trajetória educacional.
































As dificuldades dos professores no processo de inclusão de alunos Surdos

Samara G. Vieira
Wellington Fonseca


“O ato de acolher a todos em suas diferenças não implica numa submissão ao grupo dominante. Os surdos revelam-se como umbom exemplo. Apesar de esmagados pela hegemonia ouvinte que tenta anular a sua forma de comunicação (a língua de sinais), procurando assemelhá-los cultural e linguisticamente aos ouvintes, resistem a essa imposição, reivindicando seus direitos lingüísticos e de cidadania”. (QUADROS, Ronice Müller de. 2006)


A complexidade encontrada de acordo com a citação acima permeia entre os surdos umacultura que expressa sentimentos e tem sua própria língua, mas muitas vezes encontram dificuldade em se desenvolver perante indivíduos com culturas diferentes.
O início da inclusão no Brasil teve influência de dois eventos educacionais que discutiram o fracasso escolar. O primeiro evento, a Conferência Mundial de Educação para Todos, ocorreu na Tailândia em 1990 e o segundo evento,Conferência de Salamanca, ocorreu em 1994, na Espanha. No primeiro evento ocorrido na Tailândia discutiram uma política de “qualidade”, no intuito de facilitar ao aluno com necessidades especiais um atendimento efetivo, juntamente com alunos considerados normais. No segundo evento, a conferência de Salamanca, foi discutida sobre a escola inclusiva. Tendo como objetivo segundo Borges (2004), odesenvolvimento de um trabalho pedagógico de qualidade, declarado então qualquer alunos que apresentasse problemas na escolarização era considerado com necessidades especiais, fazendo com que a escola se responsabiliza-se pela adaptação de cada aluno.
Em Linhares, o processo de educação de surdos surgiu na década de 1990 com serviços arcaicos implementados na rede regular de ensino.
A partir doano de 2003 se iniciou o trabalho com o ensino da LIBRAS na Pestalozzi da cidade, também não tão apropriado mas de acordo com os recursos da época, onde que os alunos surdos tinham uma sala própria para tal ensino.
No ano de 2009 se iniciou o trabalho da Escola Pólo Bilíngüe, cujo objetivo principal era de incluir os alunos surdos na sala de aula de ensino regular com outros alunosouvintes, havendo assim uma interação maior dos mesmos na sociedade. Nesse contexto, foram implantadas as salas de recursos para surdos com o objetivo de dar suporte técnico-pedagógico, em horário complementar.
O processo de educação de surdos tem alcançados alguns avanços no ponto de vista acadêmico, quanto social- lingüístico, porém existem pontos negativos entre eles, mencionamos aquestão do preconceito, a falta de capacitação dos profissionais e a questão da língua de sinais brasileira que ainda não é aceito. Para resolver essa questão é necessária uma união maior com a comunidade surda, pais e com os profissionais que trabalham com surdos.
Diante, dessas informações, os professores recebiam alunos especiais, sem qualquer tipo de capacitação ou formação para...
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