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1. No capítulo “Festa” do romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, o narrador relata a incômoda experiência de Fabiano e sua família, na cidade, por ocasião da festa de Natal. Numa certa altura, osdois meninos se veem pasmados diante da diversidade de objetos estranhos cujos nomes desconhecem:

“(...) Provavelmente aquelas coisas tinham nomes. O menino mais novo interrogou-o com os olhos.Sim, com certeza as preciosidades que se exibiam nos altares da igreja e nas prateleiras das lojas tinham nomes. Puseram-se a discutir a questão intrincada. Como podiam os homens guardar tantas palavras?Era impossível, ninguém conservaria tão grande soma de conhecimentos. Livres dos nomes, as coisas ficavam distantes, misteriosas. Não tinham sido feitas por gente. E os indivíduos que mexiam nelascometiam imprudência. Vistas de longe, eram bonitas. Admirados e medrosos, falavam baixo para não desencadear as forças estranhas que elas porventura encerrassem.”
Graciliano Ramos, Vidas Secas. 51.Ed.,
Rio de Janeiro: Record, 1983. p. 84.

Observe: “Livres dos nomes, as coisas ficavam distantes, misteriosas”. O que querdizer essa frase dentro do contexto em que está inserida?

R: Quer dizer que, quando não sabemos os nomes dascoisas, não temos ideias clara
sobre ela. Podemos enxergá-las de maneira muitosuperficial, não conseguir decifrá- -las ou até nem notá-las como uma parte distinta do conjunto.

2. Ao falar das coisas, a linguagem não é cópia, mas versão. E essa versão interfere no nossomodo de conceber e valorizar as coisas reproduzidas. É o que vem demonstrado no texto a seguir:
“Riquezas constituía virtude. Num processo em que era acusado e a multidão ateniense atuava como...
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