Arquitetura do ferro

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Geraldo Gomes da Silva, eminente professor e arquiteto em Recife
A Revolução Industrial e o ferro
Idade Média, Alto custo – processo de obtenção do metal, assim como a mão-de-obra.
XVIII Rev. Ind. surge o ferro como competidor de outros materiais de construção (preço e qualidade)
XIX emprego do ferro – diversos fins – construção na arq.
Quantidade no mercado- barateamento dos custos de suaprodução, utilização na fabricação dos mais diversos utensílios e máquinas, especular suas potencialidades, sobre a sua capacidade de substituir com vantagem outros materiais
Inglaterra primeiro país a produzir em escala considerável o ferro, e monopolizar, por muito tempo, a tecnologia de produção do ferro,até fins do séc XVIII e início séc XIX.
Industrialização – acelera a urbanização –construção de edifícios com funções novas e tradicionais recebeu grande impulso (rapidez de montagem e mobilidade), fim do séc XVIII e se acelerou pelo século seguinte. Fator decisivo para a urbanização – surgimento de necessidades – novos edifícios novos serviços.
Auge – 1847 – construção de ferrovias – 10000Km em andamento.
Ferrovias – despertavam sensação de novidade e modernidade, não permitiamque outros usos do ferro se destacassem.
1851 – Palácio de Cristal – exposição internacional da indústria britânica em Londres. Todo em ferro fundido, madeira e vidro. Prenúncio de uma nova era.
Déc.de 1870 EUA – construiu de ferrovias de ferro o representante de ferrovias construídas no mundo.
Início déc de 1890 – EUA e Alemanha ultrapassam Inglaterra na sua mercadoria essencial – o aço.Concorrência manteve-se – ferro e aço pesam nas exportações inglesas sob a forma de ferramentas, trilhos, perfis, lâminas e máquinas.
Arq do ferro
Produção industrial do ferro – fator determinante para a continuidade da Rev. Ind. produção em larga escala do ferro, principal: fabricação de máquinas; profundas reformas sociais e urbanísticas – segunda fase da rev. Ind.
Pouca presença do ferro,depois com maior intensidade a ponto de se falar de uma arq do ferro. Começou a ser usado como materiais que se prestavam à execução de peças de ligação: cravos, dobradiças, fechaduras, grampos para união de alvenarias de pedra, etc.
Restrições do uso do ferro – mais de natureza estética do que funcional (exceção casos de grades de janelas, portas, jardins, etc).
A ideia de industrialização doedifício surgiu, sobretudo, com a utilização do ferro. Não se deve atribuir o teor revolucionário do novo material às potencialidades plásticas do ferro fundido, nem às possibilidades estruturais do aço. Escala de produção industrial.
Expectativa q a indústria provocaria uma revolução estética, tão profunda qto na organização da sociedade.
Inovações
Reprodução de quaisquer estilos: facilidade dereproduzir o mesmo modelo de ferro fundido com igual perfeição. O ferro fundido prestava-se tão bem aos propósitos ornamentais. Com isso, abre caminho a diversos vocabulários formais estilísticos. Podendo-se afirmar que o Art Nouveau belga e seus correspondentes em outros países europeus surgiram nessa época.
Mobilidade: edifícios que poderiam ser montados, podendo ser desmontados e trasportados.Ex.: palácio de cristal, montado em Londres, desmontado e montado, com pequenas modificações em Sidenham. Igrejas se deslocavam de acordo com as necessidades de assistência religiosa. (arq podendo perder o vínculo secular com o solo).
Provisoriedade: foi tolerada por acreditar-se ser provisório. Pavilhões de exposições, abrigos de trens provisórios, casas exportadas (algumas ainda existem). Na real,muitos edifício de ferro ainda resistem nos países subdesenvolvidos do que os construídos com materiais convencionais e nos países desenvolvidos foram as construções que mais resistiram aos bombardeios das duas grandes guerras.
Transparência e leveza: pela segunda vez na história da arq a rigidez do espaço interno era quebrado (antes pela arq gótica). Espaço com fluidez, iluminado pela luz...
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