Aquecimento global

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  • Publicado : 23 de março de 2011
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As empresas contra o aquecimento global (parte 1)

Depois do quadro alarmante pintado pelos relatórios do IPCC, empresas entendem que seu papel é mais do que nunca emergencial e decisivo para o futuro do planeta.

Foi feito o primeiro diagnóstico sombrio, a temperatura mundial está sim aumentando, por culpa do homem e isso vai intensificar a escasses de recursos naturais, com aágua, eliminar algumas espécies de animais e vegetais, vai acirrar as desigualdades sociais e afetar profundamente a economia. Depois em sua terceira parte, o prognóstico otimista: se o homem é o problema ele é também a solução.
Tomando medidas adequadas, como barrar o desmatamento, adotar nova matriz energética, a partir de fonte renováveis, em substituição ao petróleo e combustíveis fósseise implantar tecnologias para redução do consumo de energia e emissão de poluentes, é possível desarmar a bomba relógio do aquecimento global antes que ela exploda no colo de uma humanidade cética e teimosa.
Ao contrário do que os catastrofistas apregoaram, não há necessidade de se investir tanto do PIB, para se conseguir desacelerar o aquecimento global, mas é preciso que haja uma políticafirme dos governos e regulamentações claras, e da sociedade civil, com mudanças fundamentais de estilo de vida.
O governo brasileiro não dispõe de um plano de ação para enfrentar o problema. E apesar de sensíveis ao tema, os brasileiros também não mostram disposição de fazer mudanças para valer. A maioria dos brasileiros tem plena consciência do aquecimento global, mas são incapazes dedeixar seus carros na garagem de casa e revezar com algum colega a ida para o trabalho, ou pegar mesmo outro meio de transporte.
Agora convenhamos que no Brasil os meios de transportes são horríveis, pois ninguém se preocupa com isso, entra ano e sai ano e a história é a mesma.
Mas as empresas por sua vez começam a tomar medidas e alterar estratégias de negócio e a focar suas práticas emvalores socioambientais.
Depois do primeiro documento do quarto relatório do IPCC, no final do ano passado, as mudanças climáticas ganharam um certo senso de urgência. E enfrentar se tornou tarefa imperativa da humanidade. Se até um ano atrás o aquecimento global era objeto de conversa de ambientalistas iniciados no assunto, hoje está na pauta das empresas e dos governos do G8 e dosgrandes fóruns econômicos, como por exemplo, o de Davos. Segundo Raquel Biderman, coordenadora do programa de sustentabilidade global da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), isso se deve ao fato de algumas figuras públicas, líderes políticos e executivos, terem se tornado porta-voz do tema, casos do premiê britânico Tony Blair, do ex- vice presidente Al Gore (vencedor do Oscar de melhor documentário com UmaVerdade inconveniente) e do governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.
Há dez anos esse documento não teria causado o mesmo impacto que no atualmente segundo avaliação do economista Jacques Demajorovic.
Mas com o grande avanço das Leis, as empresas passaram a entender que ficar naquela posição reativa incidia em seus custos e ocasionava restrições. Hoje perceberam que aindiferença ao aquecimento global é uma atitude que não conta com a aprovação da sociedade, tal mudança não de vê ser encarada pelas empresas como um risco, mas uma oportunidade para seus negócios.
O futuro é agora

A mudança do clima não é mais um problema em potencial. Quando começou essa discussão poucas pessoas estavam envolvidas, e mesmo assim por um princípio de precaução, além dosbenefícios do mercado e da necessidade de dar respostas a uma sociedade cada vez mais exigente, o que empurra as empresas para a ação imediata é um sentido de emergência inerente ao tema. Hoje temos mais certeza, ninguém precisa abrir um livro para saber o que está acontecendo.
Enfrentar o aquecimento global não pode ficar para amanhã, nem deve ser tarefa de um segmento específico da...
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