Apologia de socrates

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COD. JBFD01

CAP. 4

TEORIA DO CONHECIMENRO; INVESTIGANDO O SABER

Um temo pora muitos

discussões

O que sou eu? Uma substância que pensa. O que é uma substância que pensa? É uma coisa que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina e que sente.
Descartes

Somos aigo e não tudo (...) incapazes de conhecer com segurança e de ignorar totalmente.Pascal

Pode o homem conhecer todas as coisas?

A história do pensamento ocidental testemunha a atenção que as especulações filosóficas concentraram em determinados temas. Esses temas, discutidos em diversos períodos, tornaram~se o que chamamos problemas filosóficos. Entre os principais problemas filosóficos está o do conhecimento. Para compreender a si e o mundo, os homens querem entender a suaprópria capacidade de entender. Desde a Antigüidade grega, quase todos os filósofos se preocuparam com o problema do conhecimento hu-

mano. Problema que envolve questões extremamente importantes, como as seguintes: ® O que é conhecimento? ® É possível o conhecimento? ® Qual é o fundamento do conhecimento? Todas essas questões são tratadas por uma disciplina filosófica que costuma ser designadapor diversos nomes: teoria do conhecimento, gnosiologia, crítica do conhecimento ou epistemologia. Neste livro, utilizaremos a denominação teoria do conhecimento.

Em que consiste, então, a teoria do conhecimento? teoria do conhecimento pode ser definida como a investigação acerca das / condições do conhecimento verdadeiro. Neste sentido podemos dizer que existem tantas teorias do conhecimentoquantos foram os filósofos que se preocuparam com o problema, pois é impossível constatar uma coincidência

Cabeça (1920) — Alexej von Jawlensky

CAP. 4 UNÍO. 1 ' FAZER FIIOSOAA

' TEORIA DO CONHECIMENTO: INVESTIGANDO O SABER

As respostas dadas a essas questões levaram ao surgimento de duas correntes básicas e antagônicas na história da filosofia. Uma é o ceticismo, que prega aimpossibilidade de conhecermos a verdade. A outra é o dogmatismo, que defende a possibilidade de conhecermos a verdade. Vejamos, agora, algumas das teses das principais correntes do ceticismo e do dogmatisnao.

Os críticos do ceticismo absoluto afirmam que ele é uma doutrina radical, estéril e contraditória. Radical porque nega totalmente a possibilidade de conhecer. Estéril porque não leva a nada.Contraditória porque anula a si própria, pois, ao dizer que nada é verdadeiro, acaba afirmando que pelo menos existe algo de verdadeiro, isto é, o conhecimento de que nada é verdadeiro.

probabilidade pode ser digna de maior ou menor credibilidade, mas nunca chegará ao nível da certeza completa, da verdade absoluta;

A

C

M

W

Z

A

© A

V E R D A D E

®

O ceticismo absolutoconsiste em negar de forma total nossa possibilidade de conhecer a verdade. Assim, para o ceticismo absoluto, o homem nada pode afirmar, pois nada pode conhecer. Muitos consideram o filósofo grego Górgias (485-380 a.C.) o pai do ceticismo absoluto. Segundo ele: ''o ser não existe; se existisse não poderíamos conhecê-lo; e se pudéssemos conhecê-lo, não poderíamos comunicá-lo aos outros". Outrosestudiosos apontam o filósofo grego Pirro (365-275 a.C.) como o fundador do ceticismo absoluto. Pirro afirmava ser impossível ao homem conhecer a verdade devido a duas fontes principais de erro: ® os sentidos — segundo Pirro, nossos conhecimentos são provenientes dos sentidos (visão, audição, olfato, tato, pa~ ladar). Mas eles não são dignos de confiança, pois podem nos induzir ao erro; ® a razão —para Pirro, as diferentes e contraditórias opiniões manifestadas pelos homens sobre os mesmos assuntos revelam os limites de nossa inteligência. Jamais alcançaremos certeza de qualquer coisa.

O ceticismo relativo consiste numa posição moderada em relação ao ceticismo absoluto, pois nega apenas parcialmente nossa capacidade de conhecer a verdade. Entre as doutrinas que manifestam um ceticismo...
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