Anormalidade anal

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Imperfuração Anal


As anomalias anorretais (AAR), antigamente denominadas imperfuração anal, são
malformações do ânus de etiologia desconhecida, que provêm do mau desenvolvimento da porção terminal do tubo digestivo, podendo ainda haver o comprometimento associado a outros sistemas como o geniturinárío, locomotor e nervoso. Esta disgenesia da do tubo digestivo se dá pelo desvio durante dosepto urorretal no período embrionário, caracterizando esta anomalia como uma malformação congênita.


As anomalias congênitas do ânus e do reto são relativamente raras, ocorrendo em 1 a cada 1.000-5.000 nascidos vivos, e não costumam serem fatais. Entretanto, em alguns, casos, a má-formação anorretal pode fazer parte de síndromes potencialmente mais graves. Esta síndrome podem ser Síndrome deTownes-Brocks, Síndrome Currarino, Síndrome de Pallister-Hall, e Síndrome de Down.
O Ânus Imperfurado é uma má-formação rara, porém de fácil detecção ao exame de rotina do recém-nascido, ainda na sala de parto, ou sugerido a partir da ausência de eliminação de mecônio nas 24h primeiras horas de vida.
Se não diagnosticada corretamente, a criança afetada apresentará distensão abdominal e quadroclínico similar a uma enterocolite. Uma vez detectada a presença de imperfuração anal, o exame físico deve ser direcionado para a detecção de más-formações associadas (que estão presentes em 50-60% das crianças). A relação entre imperfuração anal e anomalias na coluna vertebral é conhecida há muitos anos. Esta relação é ainda maior nos pacientes com lesões altas. Cerca de 1/3 dos pacientes com ânusimperfurado apresentam más-formações lombos sacrais.
Certas anomalias urológicas são mais comuns em pacientes com ânus imperfurado: 59% das crianças apresentam refluxo vesico-ureteral; 3-19% dos meninos apresentam criptorquidismo, e 35% das meninas afetadas apresentam alterações útero-vaginais (p.ex.: útero bicorno, duplicação ou agenesia vaginal, etc).
A incidência da doença não difere entre osgrupos raciais, mas é mais comum em certas regiões do globo, possivelmente devido à maior suscetibilidade genética de certas famílias.
A maioria dos estudos mostra uma preponderância de homens em relação às mulheres – de um modo geral, 55-65% dos casos ocorrem em meninos.
Apesar dos exatos mecanismos embriológicos que levam ao ânus imperfurado ainda não terem sido elucidados, sabe-se que apatência do trajeto anorretal é estabelecida por volta da oitava semana de gestação. Acredita-se que problemas na formação ou no formato do septo urorretal posterior podem responder por boa parte dos casos de ânus imperfurado.


CLASSIFICAÇAO

Vários autores definem classificações acerca da AAR, citemos algumas:

- SCHAFFER & AVERY (1979) dividem as AAR em 3 grupos:

O grupo I engloba asestenoses do ânus, na qual o dedo do profissional encontra um anel fibroso logo para dentro da junção da pele e da mucosa e o ânus microscópico;

No grupo II apresenta o ânus ectópico e o ectópico vaginal e

No grupo III o ânus recoberto.

Ainda nesta bibliografia encontramos uma classificação sugerida por Ladd e Gross, sendo esta a mais usada no período, que considerava as AAR divididas em 4tipos, sendo eles: tipo 1 delineando a estenose do reto ou do ânus, o II a forma membranosa do ânus imperfurado, a III o ânus imperfurado e a IV o canal anal e do reto inferior formando um saco distal.

- VIEGAS E MORAES (1996) adotam uma classificação internacional formulada com
base na orientação diagnóstica e terapêutica. Esta agrupa os defeitos por sexo e utiliza
como parâmetro básico alocalização da bolsa retal em relação ao músculo puborretal.

A classificação apresenta-se como AAR altas ou supra-elevadoras, baixas ou
transelevadoras, intermediárias e miscelândia (casos mais raros).

- WANG (1999), a qual adotamos no estudo, classifica de acordo com as evidências
clínicas discernindo em 3 categorias:
a) Anomalias baixas – o reto desce normalmente através do músculo...
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