anorexia

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1. A fome e a pobreza no Brasil e no Mundo
Um grave problema de miséria assola boa parte da humanidade, segundo Eduardo Luis Leite Ferraz2, das 79% das pessoas que vivem no Sul pobre; 1 bilhão, encontra-se em estado de pobreza absoluta; 3 bilhões, têm alimentação insuficiente; 60 milhões, morrem de fome; e, 14 milhões de jovens abaixo de 15 anos morrem anualmente em consequência das doenças dafome. Segundo o mesmo autor, 800 milhões de pessoas passam fome todos os dias; 2 bilhões não possuem água potável e cerca de 1,4 bilhão ganham menos de um dólar por dia.
Para a Organização Mundial de Saúde: “A pobreza é a maior causa mortis do mundo. A pobreza dissemina sua influência destrutiva desde os primeiros estágios da vida humana, do momento da concepção ao momento da morte”. As profundastransformações da economia mundial têm provocado, nas duas últimas décadas, entre outras, um aumento significativo de fome e má nutrição, ressalta que poucos países do Sul, nesta década, conseguiram se beneficiar das transformações da economia mundial, que têm causado conturbação interna, violência urbana, motins dos esfomeados, e má nutrição.
Segundo Ziegler, dados da FAO apontavam que a fomeatingia 852 milhões de pessoas no mundo em 2004, em comparação com os 842 milhões em 2003. Isto significa que cerca de 6 milhões de crianças são mortas anualmente em decorrência de doenças relacionadas à fome; e, que a fome não é inevitável e não há segredo em como erradicar a fome no mundo, já que o planeta já produz alimentos suficientes para prover 2100 kcal diárias por pessoa a 12 bilhões dehabitantes (o dobro da população mundial).
Esses desajustes econômicos e sociais foram patrocinados ou, pelos menos, contaram com a conivência da ação do Estado, tímido no sentido de regular e estabelecer equilíbrios entre os interesses privados e os interesses coletivos, mediados por políticas públicas abrangentes e eficazes. Um recente diagnóstico do IBGE sobre segurança alimentar apontou que, noBrasil, 13,9 milhões de brasileiros passam fome e 72 milhões enfrentam algum tipo de insegurança alimentar e nutricional.
De acordo com Flávio Luiz Schieck Valente, Thais Franceschini e Valéria Burity, a maioria dos documentos escritos sobre a prevalência da pobreza, da fome e da má-nutrição no Brasil aponta para o fato do país haver mantido historicamente um alto grau de desigualdadeestrutural que se expressa na concentração da riqueza, da terra e da renda, fortemente ligada a seu passado colonial e a uma longa sequência de governos autoritários durante o século XX.
As taxas de desnutrição mais altas entre os povos indígenas é uma consequência do tipo de ocupação e de modelo de “desenvolvimento” que foram impostos ao país, com o uso intensivo de trabalho escravo e odesrespeito dos direitos dos povos indígenas; e, um reflexo da total falta de políticas públicas.
Amartya Sen ressalta que o declínio de alimentos não é a principal causa da fome, mas “o principal problema foi o fracasso dos respectivos governos em distribuir (suplementar) o alimento que existia”. Complementa ainda, que: Permitir que o povo passe fome quando isso pode ser impedido reflete falta deinteresse pelos direitos humanos, e regimes bem ordenados. Insistir nos direitos humanos irá, espera-se, pressionar na direção de governos eficientes em uma Sociedade dos Povos bem ordenada.

2. As necessidades humanas fundamentais, a fome e a pobreza

A tônica das reivindicações e das demandas legitimadas pelos movimentos coletivos, pelas múltiplas demandas, das classes populares e comunidadesintermediárias, no cenário periférico brasileiro, no dizer de Ivo Lesbauspin12, incidem em direitos à vida, ou seja, direitos básicos de existência e de vivência com dignidade.
Tais direitos afirmam-se, sobretudo, como direitos materiais e sociais. Isso se deve à percepção de que os oprimidos, pobres e marginalizados socialmente “... encontram-se às voltas com problemas básicos de sobrevivência:...