Analise literaria o crime do padre amaro

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  • Publicado : 6 de novembro de 2012
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O Crime do padre Amaro

1-Enrredo:
O livro se trata do romance de Amaro e Amélia, Amaro cai nas graças da mulher, que o toma como agregado, planejando criá-lo para o sacerdócio. Isso acaba se efetivando, apesar da ausência de vocação e de interesse do jovem, que, desde cedo, possuía uma índole libidinosa. Crime do Padre Amaro, uma obra que mais de cem anos depois mantém o interesse dediferentes gerações.
2-Temática:
O crime do Padre Amaral denuncia a corrupção dos padres, que manipulam a população em favor da elite, e a questão do celibato clerical. Eça de Queirós combate vivamente essa instituição da igreja católica, atacando dura e diretamente os jogos de aparências e o pseudomoralismo de que se costumam revestir certos dogmas e costumes religiosos, este é o tema central desteromance.
3- Personagens:
Amaro – Ele é o protagonista do romance. Tornou-se sacerdote sem ter a vocação para isso. Via maus exemplos de outros padres e deixando de lado seus escrúpulos. “Amaro nasceu em Lisboa, em casa da senhora Marquesa de Alegros. Quando Amaro tinha seis anos, perdeu a mãe; um ano antes, o pai tinha morrido de apoplexia. Amaro tinha ainda uma irmã, que vivia com sua vó.Amélia - Filha da senhora, Augusta Caminha, ao passar de um tempo fica gravida. Amélia vive, portanto, rodeada de cônegos e padres. Aos 23 anos, alta, forte e "muito desejada", possui um temperamento sentimental, romântico e fortemente sensual. Órfã de pai, sua mãe é amante do cônego Dias e ela é uma devota simplória e passiva, atraída pelo ritual católico. Namora João Eduardo, escrevente de cartório.João Eduardo - Noivo de Amélia, sujeito alto, bigodes que caem nos cantos da boca. É escrevente e nutri por Amélia uma paixão desmedida.
S. Joaneira - Mãe de Amélia, chamada Augusta Carmina. Era chamada assim por ser nascida em São João da Foz, e passou a receber esse nome. Apesar de beata, mantém relações sexuais com o cônego Dias, tanto por necessidade financeira como por desejo carnal. Éfofoqueira e fútil, como todas as outras senhoras católicas que freqüentam sua casa.
Cônego Dias – Um padre idoso, rico, influente, morador de Leiria, conselheiro e confidente do PE. Amaro, de quem tinha sido professor de Moral no seminário; . Mantém um caso amoroso com a senhora Joaneira e indica Amaro para que seja inquilino da mulher. Acoberta a relação entre o pupilo e Amélia.
Libaninho – Umbeato fofoqueiro, efeminado.
D. Josefa - solteirona, irmã do Cônego Dias, com quem ele morava.
Conde de Ribamar - pessoa influente junto ao governo, casado com uma das filhas da marquesa que criou Amaro.
D. Maria Assunção - Uma beata rica.
D. Maria da Conceição – Uma viúva rica. Tinha no queixo um sinal cheio de cabelos e quando sorria mostrava grandes dentes sujos.
As senhoras Gasosos - Duasirmãs, chamadas Joaquina e Ana. Joaquina era a mais velha, muito magra, de olhos muito vivos. A senhora, Ana era muito surda, Nunca falava.
4- Tempo:
A maior parte da narrativa concentra-se em uma província chamada Leiria, sede do bispado para onde o padre Amaro consegue transferência. O tempo compreende os anos de 1860 a 1870, aproximadamente, e se desenvolve de forma cronológica, linear, comeventuais voltas ao passado, quando o autor, após apresentar alguns dos personagens, conta a história de Amaro e de como ele se tornou padre.
5- Espaço:
A ação da obra acontece em Leiria, interior de Portugal, onde é abrangido principalmente o ambiente de igreja, sacristia e casa de beatas. O autor ataca violentamente os vícios da sociedade da época e denuncia a hipocrisia burguesa e os abusos doclero.
6- Foco narrativo:
Eça de Queirós é simultaneamente uma obra-prima, um documento humano e social do país e de uma época, a expressão literária de uma realidade que a história confirma. A narrativa recria o coloquialismo português. Narrado em terceira pessoa, e em retrospectivas.
7- Estilo:
Eça de Queirós inaugura, na prosa, a estética do realismo-naturalismo em Portugal. A obra...
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