Ana neri

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28/04/2013

Ana Néri, a brasileira que venceu a guerra

O livro escrito por José Luzeiro traz a história de vida de Ana Néri, no contexto histórico da Guerra do Paraguai.

Inicialmente, o livro traz alguns aspectos históricos da cidade de Salvador e Cachoeira, no estado da Bahia, ressaltando um pouco da história de duas heroínas: Madre Joana Angélica e Maria Quitéria de Jesus Medeiros. Masa história principal que livro traz é de outra heroína, da vida de Ana Néri.

Ana Justina Ferreira, nasceu no dia 13 de dezembro de 1814, na cidade de Cachoeira. Era filha de Luiz Maria da Virgens e José Ferreira de Souza, e tinha quatro irmãos. Aos 26 anos, no dia 15 de maio de 1838, ela se casa com o capitão de fragata Isidoro Antonino Néri que servia no brigue “Três de maio”, teve três filhosJustiniano, Isidoro e Pedro. Após seis meses longe de casa Ana descobre que o marido retornará para casa no dia 15 de julho de 1844, e prepara um grande banquete para sua chegada, mas logo descobre que seu marido nunca mais iria retornar porque ele teria morrido no dia 5 de maio de 1844. Ana então se vê viúva aos trinta anos com três filhos.

Ela manteve o luto por seis anos, nesse período elajá teria se mudado para salvador depois de ter libertado seus escravos. Tentou educar seus filhos da melhor maneira possível, dois deles fizeram faculdade de Medicina e o mais novo quis seguir a carreira do pai e foi morar no Rio de Janeiro ingressando na Academia Militar. Nessa época Ana já era bem dedicada a igreja e aos cuidados pelas pessoas, ela aprendeu a lidar com doenças contagiosas,produzir remédios caseiros, e certa vez até opero a perna de uma ex-escrava antes que fosse afetada pelo tétano.

Na época da viuvez de Ana Néri, a igreja queria que as mulheres dessem exemplos para as outras, e Ana se destacou no meio delas. Nesse mesmo tempo o império brasileiro começou a articular conflito com o Paraguai, que durou cerca de cinco anos onde houve a Tríplice Aliança entre Uruguai,Argentina e Brasil. As autoridades brasileiras começaram a incentivar o serviço voluntario para lutar na guerra quando o Rio Grande do Sul foi invadido pelo Paraguai, Ana temia que seus filhos fossem convocados para guerra devido já ter dois irmãos envolvidos nela.

Justiniano e Isidoro comunicaram à mãe que já havia se alistado e só esperava o momento de partir, Ana Néri não foi contra a decisãodos filhos e como uma boa devota se trancou no quarto e rezou por eles, no dia seguinte foi ajudar no atendimento aos carente onde já havia aprendido técnicas de higiene, primeiros socorros e alguns atos de enfermagem. Logo seus dois filhos partiram e mais tarde Pedro seu filho mais novo também partiu para a Guerra, sentiu sua família desmoronada, entrou em um quadro de depressão.

Motivadapela saudade e a vontade de estar perto de seus filhos e irmãos ela decide ser voluntaria na guerra, queria cuidar dos soldados enfermos, então Ana Néri foi contratada como a primeira enfermeira brasileira a participar da Guerra do Paraguai. O comunicado foi publicado no Diário da Bahia de 13 de agosto de 1865, cinco dias depois Ana embarca em um navio de guerra, vai para a cidade de São Borja no RioGrande do Sul, atravessa o rio Uruguai e vai para a cidade de San Tomé e depois em Assunção, capital do Paraguai.

Chegando em Assunção, ela se depara com um quadro terrível, onde os sinos das igrejas estavam sendo arrancados, para poder fazer um grande canhão, e ela como uma cristã ficou abismada com tanta barbaridade. Ramón, o cocheiro que acompanhava Ana, deixou ela em um hotel e ela pediupara que ele ficasse um pouco, talvez pode-se ajuda-la achar seus filhos.

Ela quis visitar um hospital e Ramón bem prestativo levou ela até lá, quando chegaram encontraram um quadro de total descuido e cheio de sofrimento. Retornando ao hotel ela recebe a visita de três militares que tinha ido ao seu encontro para avisar da partida para a cidade de Corrientes, Ana nas suas apresentações sempre...
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