Amar verbo instransitivo

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AMAR, VERBO INTRANSITIVO
ENREDO:
Souza Costa (Felisberto...), homem burguês, bem posto na vida, contrata uma governanta alemã, de 35 anos, para a educação do filho (Carlos), principalmente para a sua educação sexual.
NÃO ME AGRADARIA SER TOMADA POR AVENTUREIRA, SOU SÉRIA, E TENHO 35 ANOS, SENHOR. CERTAMENTE NÃO IREI SE SUA ESPOSA NÃO SOUBER O QUE VOU FAZER LÁ.
Elza é o nome da moça. Mas vaificar conhecida e será chamada sempre pela palavra alemã Fräulein (= senhorita). Chegou à mansão de Souza Costa, numa terça-feira. (Ganharia algum dinheiro... Voltaria para a Alemanha... Se casaria com um moço “comprido, magro”, muito alvo, quase transparente”...) A família era formada pelo pai, por D. Laura, o rapazinho Carlos e as meninas: Maria Luísa, com 12 anos; Laurita com 7 e Aldinha com 5.Havia também na casa um criado japonês: Tanaka. A criançada toda começou logo aprendendo alemão e chamando a governanta de Fräulein. Carlos não está muito para o estudo. Fräulein logo se ajeitou na família, uma família “imóvel mas feliz”. Mas o papel principal da governanta é ensinar o “amor”. É coisa que se ensine o amor? Creio que não. Ela crê que sim. E o rapazinho aprendeu logo as lições. “Ocaso evolucionava com rapidez”. “Agora? Vive na saia da Fräulein”. D. Laura percebe as intimidades do filho com a governanta. Souza Costa não lhe dissera nada sobre os trabalhos dela com relação ao filho. Fräulein vai embora? Fica? O marido convence a mulher da necessidade de preservar o filho das explorações e das doenças das mulheres da vida. Precisava ser educado sexualmente e eugenicamente. Otempo ia passando. “Carlos estava homem.” A governanta agora é a sua eficiente professora de sexo: teoria e, principalmente, prática. “Professora de amor... porém não nascera pra isso, sabia. As circunstâncias é que tinham feito dela a professora de amor, se adaptara...”. A narrativa se prolonga com uma ocasional viagem ao Rio: Maria Luísa esteve doente e o médico lhe recomendou um outro clima. Nopasseio à Tijuca, Fräulein se entrega à contemplação da natureza, com uma alma cheia de encantamentos... E de amor. A viagem de volta é um dos momentos mais vivos e interessantes da narrativa: as peripécias no trem da Central e o lado humorístico de Laurita lendo os nomes das estações, em cada parada. A mãe perguntou o nome de uma estação. E Laurita, silabando: “É... é Mi... Miquitório! Mamãe! ÉMiquitório!” Foi um desapontamento geral da família. E o pai falou: “- Não é Mictório não, minha filhinha... É Taubaté”. “Na volta do Rio recomeçaram os encontros noturnos, que bom!” Mas o curso de amor terminou. Fräulein tinha que ir embora. Para ensinar a outros alunos. “Cumpriu a missão dela, o que sabia ensinou”. Para despedi-la, Souza Costa cria um drama junto do filho: ele poderia ser obrigadoa casar... Podia nascer um filho... Um filho! Fräulein vai embora. Segue para Santos. Ou para Campinas. Despedidas. Lá se vai a nossa Fräulein. Esta muito calma. E o idílio acaba aqui. O livro está acabando. Lá se foi Fräulein. Mais alguns trabalhos “profissionais” e poderia se aposentar... Com os oito contos e alguns sonhos... Casamento. “O moço magro, pálido.” E Carlos? Solitário, sem querenada com a vida. Sair? Ir ao Teatro? Sai no meio da peça. Fazer o quê? Suicídio? A vida vai, volta, vai-e-vem. O mundo é assim mesmo. Há tantas mulheres pelas ruas de S. Paulo. Como Fräulein. A narrativa ainda se espicha um pouco com um flash.
Fräulein já tem um novo aluno: Luís. Estão num corso de carnaval. Uma serpentina que ela atira bate em Carlos. Carlos olha e continua brincando com aholandesa. Carlos continua um machucador. O mundo é tal como é. A gente deve aceitar sem revolta. Carlos casará rico. Perfeitamente. Ela era mãe de amor. Estava até bonita. Mãe de amor! Mãe...
PERSONAGENS
Uma família tranqüila, sem problemas econômico-financeiros, muito bem situada na avenida Higienópolis, em São Paulo, um São Paulo da primeira metade do século, contemporânea do autor. O pai é...
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