Adolescentes em conflitos com a lei

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  • Publicado : 27 de outubro de 2012
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HISTÓRIA DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE NA SOCIEDADE: PRODUÇÕES HISTÓRICAS - DE VÍTIMAS A VITIMIZADORES


Adolescentes em conflito com a Lei apesar de ser um assunto bem presente na sociedade de hoje, muito explicitada pelos meios de comunicação social e pelo protesto popular, sempre existiu na humanidade, entretanto, a discussão sobre a delinqüência juvenil sempre entra em pautaquando crimes são barbaramente cometidos por crianças e adolescentes. Esse clamor demonstra a necessidade de pesquisar e entender a representação da criança na instituição familiar, em razão de seu contexto social sendo importante no desenvolvimento biopsicossocial e na formação do caráter do indivíduo.
Deste modo, não há como se referir a acriança e ao adolescente, que passaram dacondição de vitimas a vitimizadores causadores de infrações, sem a contextualização do processo de violências que historicamente vêem sofrendo.
Na Antiguidade, os filhos eram serviçais da autoridade masculina, pertenciam ao pai e não eram considerados sujeitos de direito, assim as famílias são constituídas como organização patriarcal. Na Grécia e na Roma antiga as crianças e adolescentes eramsubmetidos a tratamentos desumanos. Durante a Idade Antiga os jovens do sexo masculino eram utilizados ao mesmo tempo como instrumento para expansão da força militar e objeto das experiências promíscuas dos mais velhos.
Nesta época as crianças e mulheres tinham suas atividades voltadas à vida doméstica. Nessas civilizações da Idade Antiga era como se não existisse o vínculosanguíneo, uma vez que o infanticídio e a pedofilia não eram considerados delitos.
Com o declínio do Império Romano chegou-se à Idade Média, onde se iniciou o sistema feudalista, nessa época a infância tornou-se obscura e isenta de qualquer reconhecimento e importância na sociedade,as crianças e adolescentes eram tratados como pequenos adultos e como meios de alcançar os interesse dossenhores feudais onde seu filhos eram trocados por lotes de terra e os filhos de servos davam continuidade ao trabalho serviçal de seus pais.
Antes e durante a Idade Média a infância não existia tal como a concebemos, ou seja, as crianças não eram percebidas pela consciência social como seres diferentes do mundo dos adultos. Não há um sentimento de infância, apenas o entendimento quecriança pequena dependia de cuidados para a sua sobrevivência que devia ser provido pela mãe ou ama de leite até o período em que se misturava ao mundo dos adultos já participando das atividades da sociedade.
Na idade moderna com sistema mercantilista de produção surge “o sentimento de infância” a criança assume um lugar central na família desperta o cuidado com a educação e disciplinaelevaram-se socialmente, mas a igreja ainda tem o rígido controle da sociedade em contraposição da criação de um novo cidadão, a partir do reconhecimento da infância e o respeito ao processo educacional infantil.
Com o inicio da idade moderna e surgimento do sistema capitalista, a educação se fortalece, a situação econômica de livra concorrência o estimulo a produção e consumonovamente onde crianças e adolescentes são alvos de um novo tipo de exploração e também se criou uma onda compulsiva de consumo, fazendo com os que não tivessem renda cometessem delitos para aquisição de seus objetos de desejo ou até de necessidade.
No Brasil todo o processo de violência, negligencia e exploração de crianças e adolescente teve seu inicio ainda enquanto colônia de Portugalonde reproduzia os padrões sociais da metrópole, reprimindo qualquer reação indígena. A educação dos mesmos foi pautada em três tipos de pedagogias, a do amor correcional, tendo na infância de faces indígenas seu objetivo, os jesuítas queriam catequizar as crianças e adolescentes de acordo com os interesses de Portugal, violentando a cultura indígena, trazendo a submissão da criança ao adulto...
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