Acidente em seveso

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Índice












1- Catástrofe Ecológica _____________________________________01
1. Acidente na Cidade de seveso_____________________________01
2. Contaminação em grande escala___________________________02
3. Esconderijo do veneno___________________________________03







2- CONCLUSÃO _____________________________________________04
2.1 36 anos depois dacatástrofe de Seveso ______________________04













3- BIBLIOGRAFIA ____________________________________________05
























1-Catástrofe Ecológica






1. ACIDENTE NA CIDADE DE SEVESO


A 10 de julho de 1976, em Seveso, na Itália, um vazamento de dioxina da fábrica da Roche causou a contaminação de 320hectares, atingindo milhares de pessoas e animais. Foi uma das maiores catástrofes ecológicas do mundo.
Quarenta e um galões continham uma substância altamente venenosa: o TCDD. Dois milhões e 200 mil toneladas de terra, contaminadas com 200 gramas desse veneno, conhecido como dioxina, são mil vezes mais tóxicas do que cianeto de potássio.
Duzentos gramas de dioxina dissolvidas em águasão capazes de provocar a morte de um milhão de pessoas. Os galões de dioxina dester caso eram originários de uma fábrica de produtos químicos de Seveso, no norte da Itália.
No dia 10 julho de 1976, ocorreu um superaquecimento do reator de dioxina e o veneno foi liberado no meio ambiente, através de uma válvula defeituosa. A fábrica não dispunha de sistema de advertência nem planos de alarmeà população. O prefeito local, avisado do acidente com 27 horas de atraso, não foi informado de que se tratava de um vazamento de dioxina.
De repente, pássaros atingidos pela nuvem tóxica começaram a cair do céu e crianças foram hospitalizadas com diarréia, enjoos e irritação na pele. Nove dias após o acidente, mencionou-se, pela primeira vez, a palavra "dioxina".1.2 Contaminação em grande escala








A fábrica só foi interditada quando a nuvem havia atingido cerca de 30 mil moradores da redondeza. Uma área de 1.800 hectares de terra estava contaminada e 75 mil animais morreram ou tiveram que ser abatidos.
O solo contaminado foi removido e lacrado em duas bacias de concreto do tamanhode um estádio de futebol. Somente o conteúdo do reator foi guardado em 41 galões para tratamento final.
Travessia de fronteira
Em setembro de 1982, um caminhão atravessou despercebido a fronteira entre Itália e França com a perigosa carga, identificada apenas com a sigla TCDD, aparentemente desconhecida da polícia alfandegária.
Os documentos apresentados pelo motorista nãomencionavam a palavra dioxina nem a cidade de origem do produto - Seveso. A carga ainda foi vista em Sant Quentin, ao norte de Paris, antes de sumir sem deixar rastro.
Isenção de responsabilidade
O conglomerado químico suíço Hoffmann-La Roche fora responsável pelo transporte, já que o veneno vinha de uma de suas filiais. Mas a empresa suíça encarregara a Mannesmann italiana para dar umtratamento final à perigosa substância. A Mannesmann cobrou 180 mil marcos pelo serviço, que repassou a duas firmas fantasma, chamadas Vadir e Spelidec.
Depois do sumiço, todos os envolvidos tentaram se isentar da responsabilidade. Começou um jogo de empurra entre a Hoffmann-La Roche, Mannesmann e Spelidec. O suposto dono da transportadora Spelidec, Bernard Paringaux, garantiu à La Roche,em documento autenticado em cartório, que o veneno fora depositado legalmente, sem dizer aonde. Ele acabou sendo preso, mas manteve o silêncio. A Hoffmann-La Roche e a Mannesmann também.
Durante oito meses, os galões desaparecidos foram procurados em toda a Europa. A participação de detetives e serviços secretos na busca aumentou a pressão sobre as firmas envolvidas no escândalo. Muitos...
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