25 De abril

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25 de Abril de 1974
UC: História
Docente: Sofia Ferreira
Discente: Rita Almeida
Licenciatura: Educação Básica
Uma Revolução democrática e nacional

ÍNDICE

i. Introdução………………………………………………………......3

ii. Antecedentes……………………………………………………….4

iii. Estado Novo………………………………………………………...6

iv. Preparação do golpe………………………………………………8

v. Movimento das Forças Armadas(M.F.A.)………………………...9

vi. “Capitães de Abril”………………………………………………...10

vii. O golpe de Estado – Cronologia………………………………......12

viii. Conclusão…………………………………………………………..14

ix. Bibliografia…………………………………………………………15

ANEXOS
Comunicado do M.F.A. (razões do movimento)
Extinção dos organismos de Defesa do Estado (Decreto-Lei)
FONTES HISTÓRICAS - Jornais “Diário de Lisboa” (dias 25e 26 de Abril de 1974)

i. INTRODUÇÃO

Este trabalho aborda, de uma maneira geral, a grande revolução que se deu em Portugal a 25 de Abril de 1974 – Revolução dos Cravos.
Esta revolução consistiu num golpe de Estado, executado pelo Movimento das Forças Armadas, um grupo de militares revoltosos com a situação crítica vivida em Portugal, na década de 70.
O objectivo deste trabalhoconsiste em compreender as diferenças políticas (antes e depois) da Revolução, em Portugal, bem como outros aspectos tendo como fonte histórica o Diário de Lisboa – fundação Mário Soares.
Escolhi este tema pois foi um dos acontecimentos mais marcantes da nossa História que irá perdurar para sempre.

ii. ANTECEDENTES

Após a queda sucessiva de vários governos e de inflações, é neste clima deinstabilidade que (após um golpe militar) se inicia, com a Constituição de 1933, o novo regime liderado por Salazar.
António de Oliveira Salazar que, durante alguns anos fora ministro das finanças, consegue controlar a inflação e tornar-se deste modo Presidente do Conselho e instaurar o “Estado Novo”. Criou uma série de organismos de Defesa do Estado, entre os quais a Mocidade Portuguesa, a PIDE,que perseguia os opositores do regime, e a Legião Portuguesa.
Após a 2ª guerra mundial, Portugal mantinha-se estático e inabalável como se o tempo tivesse parado, enquanto o resto do mundo sofria transformações. Alguns países começaram o processo de descolonização progressiva mas Portugal mantinha o seu império através de força militar, até mesmo após o início de movimentos independentistas emAngola, Moçambique e Guiné-Bissau. A guerra entre o nosso país e as antigas colónias aumentava de forma significativa e o inimigo possuía melhores instrumentos bélicos.
A 27 de Abril de 1968, Marcelo Caetano foi eleito Presidente do Conselho de Ministros, após o afastamento de Oliveira Salazar. Existiram tentativas de reformas políticas, embora tenham sido impedidas pela PIDE. O regimesalazarista exilava-se, envelhecido num mundo que se encontrava em plena ascensão social e intelectual nos finais dos anos 60.
De forma a podermos ter controlo sobre a situação vivida nas colónias, foi gasta grande parte do orçamento de Estado na admistração colonial e em despesas militares. Víamo-nos então isolados do resto do Mundo.
A sociedade mostrou-se também descontente com a situação uma vez que osfilhos das famílias portuguesas eram obrigados a servirem militarmente, por tempo superior a três anos, ao mesmo tempo que a fraca economia portuguesa gerava uma forte emigração.
A fadiga e o descontentamento militar levaram alguns militares a realizar reuniões secretas que tiveram início em Agosto/Setembro de 1973 e prolongaram-se até ao começo de 1974.

iii. ESTADO NOVO

Estado Novofoi o nome atribuído ao regime político autoritário que vigorou em Portugal durante 41 anos. Também conhecido como regime salazarista, uma vez que o seu fundador foi o professor António de Oliveira Salazar.
Foi aprovado com a Constituição de 1933. O novo texto constitucional consagrava a divisão dos poderes e o recurso a eleições para os órgãos de soberania, e reconhecia os direitos e...
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