O PERFIL FORMATIVO DOS ESTUDANTES DOS CURSOS TÉCNICOS SUBSEQUENTES DO INSTITUTO FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (IFRS) - CÂMPUS IBIRUBÁ, NUMA PERSPECTIVA CRÍTICA E TRANSFORMADORA DO MUNDO DO TRABALHO.

Páginas: 22 (5385 palavras) Publicado: 1 de janeiro de 2015
UNIVERSIDADE DE CRUZ ALTA – UNICRUZ
MESTRADO EM PRÁTICAS SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO SOCIAL




O PERFIL FORMATIVO DOS ESTUDANTES DOS CURSOS TÉCNICOS SUBSEQUENTES DO INSTITUTO FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (IFRS) - CÂMPUS IBIRUBÁ, NUMA PERSPECTIVA CRÍTICA E TRANSFORMADORA DO MUNDO DO TRABALHO.




ANA PAULA DE ALMEIDA



LP –




CRUZ ALTA/ RS
2014.
1. Tema:
O perfilformativo dos estudantes dos cursos técnicos subsequentes do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) - Câmpus Ibirubá, numa perspectiva crítica e transformadora do mundo do trabalho.

1.1 Delimitação do tema:
Busco construir uma investigação reflexiva-critica sobre os processos de formação dos sujeitos inseridos nos cursos técnicos subsequentes, tomando como referência a percepção que elespossuem sobre os Cursos, a fim de compreender como estes sujeitos relacionam a estrutura curricular com o mundo do trabalho, as especificidades criticas a partir de duas frentes: a expectativa desses estudantes em relação ao curso e a forma como o próprio curso, sua base curricular e as metodologias utilizadas pelo corpo docente contribuem nessa perspectiva.


2. Justificativa:
Esse projetonasce a partir de minha trajetória profissional como Assistente Social junto a Educação Profissional e Tecnológica do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS)Câmpus Ibirubá e do desejo em descobrir como vem se construindo o perfil formativo dos estudantes dos cursos técnicos subsequentes, numa perspectiva crítica e transformadora para o mundo do trabalho.

Esse interesse se justifica porquea partir do processo de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, o Ensino Técnico ganha um novo impulso, pois insere os Institutos Federais nesse cenário, através de uma nova configuração da Educação Profissional e Tecnológica no Brasil. Surgem outros olhares sobre essa perspectiva de Educação, culminando na sanção da Lei nº 11.892, em 2008, que cria os Institutos Federais de Educação,Ciência e Tecnologia. A rede se expande e os Institutos Federais são afirmados enquanto política pública.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), além de estar vinculada a orçamentos e recursos de origem pública, “a política pública assenta-se em outros itens obrigatórios como, estar comprometida com o todo social, enquanto algo que funda a igualdade na diversidade (social, econômica,geográfica, cultural, etc.) e ainda estar articulada a outras políticas (de trabalho e renda, de desenvolvimento setorial, ambiental, social e mesmo educacional) de modo a provocar impactos nesse universo”. (MEC, 2008, p. 10).
Nesse viés, Prediger enfatiza:

A trajetória da educação profissional no Brasil carrega a marca de ser destinada a um público específico, marcado por desvantagens sociais, oque pode ser constatado já na orientação inicial de uma educação voltada à profissionalização, com um forte caráter assistencialista e de manutenção de classe. Esta realidade expressa, especialmente, uma preocupação com o público a quem está voltada a educação, promovida pelos Institutos Federais. A educação profissional surge e é mantida como uma educação para classes desfavorecidas,desvinculando-se, no entanto, do caráter assistencialista, de amparo e assumindo um compromisso enquanto política pública para transformação social. (PREDIGER, 2010, p.23).

Para Prediger, a Educação Profissional assinala uma divisão de classes, de forma a destinar a profissionalização às camadas populares, em oposição à preparação intelectual, que reflete sobre as ações profissionais é voltada às elites(2010, p. 23). A autora considera que esta realidade é assumida pelos Institutos Federais, porém encaram a formação profissional enquanto uma política pública de inserção das classes historicamente em desvantagem social quanto no que se refere ao acesso à educação.
Assim, há uma preocupação especial em ter como público as pessoas que historicamente estiveram afastadas da educação formal como,...
Ler documento completo

Por favor, assinar para o acesso.

Estes textos também podem ser interessantes

  • RELATÓRIO DE TRABALHO PERFIL DOS EDUCANDOS DE PROEJA DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO...
  • ESCOLA INCLUSIVA – UM DESAFIO PARA O INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE CAMPUS RIO DO SUL
  • Educação profissional e desenvolvimento local: estudo da inserção dos discentes do curso técnico em segurança do trabalho do...
  • Universidade federal do rio grande: curso de arquivologia
  • Recuperação de área degradada no instituto federal do sul de minas gerais – campus muzambinho
  • INSTITUTO FEDERAL SUL
  • Instituto Federal Goiano Campus Rio Verde Pradarias 1 Em Andamento
  • Trabalho de Varia o Linguistica Rio Grande do Sul

Seja um membro do Trabalhos Feitos

CADASTRE-SE AGORA!