O megero

Páginas: 22 (5464 palavras) Publicado: 1 de outubro de 2012
COMANDO DA AERONÁUTICA

ACADEMIA DA FORÇA AÉREA






CONCURSO DE ADMISSÃO 2000




CADERNO DE QUESTÕES DA PROVA DE PORTUGUÊS




CÓDIGO 41





INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA



1 TEMPO DE DURAÇÃO
– 3 horas, para resolução da prova, mais 15 minutos para o preenchimento do Cartão de Respostas.

1 MATERIAL PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA
– prancheta,caneta esferográfica azul ou preta, lápis preto nº 2 ou tipo B, borracha, apontador e Cartão de Identificação do candidato.
– Observação: é proibido o uso de qualquer instrumento como: régua, calculadora, relógio-calculadora, dicionário eletrônico, telefone celular ou qualquer outro aparelho eletrônico.

1 CONFERÊNCIA E IDENTIFICAÇÃO DO CADERNO DE QUESTÕES
– confira o Caderno de Questõesquanto a possíveis falhas na impressão e, no caso de ser encontrada qualquer falha que prejudique a leitura ou compreensão, comunique imediatamente ao fiscal;
– o Caderno de Questões deverá ser identificado com os dados do candidato;
– todas as 40 questões têm o mesmo valor (0,25 pontos) e, para efeito de correção e apuração do resultado, valerão somente as alternativas marcadas no Cartão deRespostas.

1 PREENCHIMENTO DO CARTÃO DE RESPOSTAS

– use somente caneta esferográfica azul ou preta;
– o número de inscrição do candidato e o código da prova deverão ser marcados no Cartão de Respostas, conforme o exemplo ao lado;
– as respostas deverão ser marcadas no Cartão de Respostas, preenchendo-se todo o espaço do círculo que contém a alternativa, conforme o exemplo abaixo;– serão consideradas válidas, na correção, somente as questões com apenas uma alternativa (a, b, c ou d) assinalada no Cartão de Respostas, computando-se como erradas as que fugirem dessa norma.

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|NOME DO CANDIDATO ||
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|NÚMERO DE INSCRIÇÃO DO CANDIDATO | |ASSINATURA | |FITA VERDE NO CABELO


(Nova velha estória)

Havia uma aldeia em algum lugar, nem maior nem menor, com velhos e velhas que velhavam, homens e mulheres que esperavam, e meninos e meninas que nasciam e cresciam. Todos com juízo, suficientemente, menos uma meninazinha, a que por enquanto. Aquela, um dia, saiu de lá, com uma fita verde inventada no cabelo.
Sua mãe mandara-a,com um cesto e um pote, à avó, que a amava, a uma outra e quase igualzinha aldeia. Fita-Verde partiu, sobre logo, ela a linda, tudo era uma vez. O pote continha um doce em calda, e o cesto estava vazio, que para buscar framboesas.
Daí, que, indo, no atravessar o bosque, viu só os lenhadores, que por lá lenhavam; mas o lobo nenhum, desconhecido nem peludo. Pois os lenhadores tinham exterminado olobo. Então, ela, mesma, era quem se dizia: ( “Vou à vovó, com cesto e pote, e a fita verde no cabelo, o tanto que a mamãe me mandou”. A aldeia e a casa esperando-a acolá, depois daquele moinho, que a gente pensa que vê, e das horas, que a gente não vê que não são.
E ela mesma resolveu escolher tomar este caminho de cá, louco e longo, e não o outro, encurtoso. Saiu, atrás de suas asas ligeiras,sua sombra também vindo-lhe correndo, em pós. Divertia-se com ver as avelãs do chão não voarem, com inalcançar essas borboletas nunca em buquê nem em botão, e com ignorar se cada uma em seu lugar as plebeiínhas flores, princesinhas e incomuns, quando a gente tanto por elas passa. Vinha sobejadamente.
Demorou, para dar com a avó em casa, que assim lhe respondeu, quando ela, toque, toque, bateu:...
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