O medo

Páginas: 7 (1657 palavras) Publicado: 11 de novembro de 2014

UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA – UEPB
CENTRO DE EDUCAÇÃO - CEDUC
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
CURSO DE HISTÓRIA

HISTÓRIA MEDIEVAL
















CAMPINA GRANDE
2014

O medo do outro

O cristão, com um modo de vida sedentário de um lado, de outro o diferente, com uma cultura alheia as crenças cristãs, venerando outros deuses, alguns a exemplo dos ciganos eramnômades. Os vikings, normandos, húngaros e os mouros vinham em busca de riquezas saqueavam templos, monastérios estabeleciam-se a beira dos rios navegáveis, onde revezavam os saques e o comércio. Eles são “os outros”, os que invadem, saqueiam, que não se prostram diante da cruz, falam línguas “estranhas”, são saqueadores selvagens.
A jovem Europa cresce estabelecendo suas fronteiras, os outrosacabam assim por contribuir, a exemplo dos Normandos que queriam participar da cultura, da civilização a qual se instalavam. E se eles revezam tempos de saques e tempos de comércio, precisam estabelecer redes de compra e venda pela Europa. As moedas correntes provem dos saques que realizam, fazendo entrar em circulação os tesouros da igreja, o que estimula o crescimento econômico.
Obatismo é a única forma de perder o status de outro e pertencer ao grupo cristão, assim o batismo torna-se um ato politico, a exemplo de Rollon, um chefe Normando que ao se submeter este ritual fez com que todos os seus homens também mergulhassem nas águas, tornando-se cristãos. Os infiéis são os outros, aqueles que a população teme e para com eles há dois caminhos, a conversão ou a morte, mas aqueleque causa temor nem sempre vem de longe, muitas vezes está no mesmo território, torna-se diferente por que vive sob influencia de culturas diferentes, e mesmo as vestimentas já são suficientes para torna-los “diferentes” e para com eles cabe a intolerância.
O pagão, o Judeu, estes estrangeiros estes infiéis é preciso convertê-los ou, então, destruí-los por que o reino de Deus deve implantar-sesobre a terra e ele só se estabelecerá quando toda humanidade for convertida ao cristianismo. Era o que dizia São Luís, esse modelo de santidade. Quando lhe perguntavam: Não se pode discutir com os muçulmanos, com os Judeus? ele respondia: “Com essa gente há apenas um argumento: a espada. É preciso enfiá-la no seu ventre! ( DUBY, 1999, P.63).

Os Judeus já viviam no ocidente europeu, mas eramcomerciantes negociadores que praticavam empréstimos a juros, eram assim os outros, os que sugavam o sangue do povo, eram apontados como bodes expiatórios quando do surgimento de pestes, já no século XIII eram obrigados a distinguir-se por suas vestimentas e deveriam usar uma insígnia de identificação. A estagnação não existe no continente Europeu durante a idade média, o ocidente se movimenta, asculturas se chocam a chegada de comerciantes e negociadores é
constante é a Europa em formação. Pouco a pouco os povos conhecem-se e respeitam-se, a intolerância começa a dar lugar a tolerância para com o outro:
Em suas memórias um senhor muçulmano da Síria dizia: “os Francos não são tão maus assim, evidentemente eles tem seus costumes: por exemplo, levam sua mulher a os banhos turcos; isso não éconveniente, mas definitivamente, são pessoas de bem, tem seu senso de honra.” (DUBY, 1999, P.66)

Entre a cristandade que não era fanática o pensamento era o mesmo, começava-se a reconhecer o outro com seus valores, seus costumes e não somente como alguém a ser convertido ou destruído. Era a Europa a crescer, a se expandir, a dominar e nutrir-se dos diferentes. Os invasores se sedentarizam econtribuem com seu trabalho e sua cultura para o desenvolvimento.

O medo da epidemia

Na idade média o leproso era visto como sendo o devorado pelo ardor sexual, o pervertido que deveria ser isolado pra expurgar seus pecados. No século XIV é a peste negra que ceifa milhares de vidas, as suas causas são desconhecidas, busca-se a um bode expiatório, encontram o Judeu que passa a ser...
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