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Páginas: 5 (1151 palavras) Publicado: 13 de maio de 2015
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Graduação em Museologia
Docente: Helena Maria Tarchi Crivellari
Discente: THAÍS ADRIANE DE SOZA

A produção da crença: contribuição para uma economia dos bens simbólicos - Pierre Bourdieu

No campo da arte quando o único capital útil, é o capital que se da o nome de “prestigio” ou “autoridade”, o capital econômico pressuposto,quase sempre, só pode garantir os ganhos específicos produzidos pelo campo e os ganhos “econômicos” convertem-se em capital simbólico, ou seja, adquirir um nome conhecido e reconhecido.
“Evidente que o preço de um quadro não é determinado pela adição dos elementos do custo de produção, matéria-prima, tempo de trabalho do pintor, e se as obras de arte fornecem um exemplo perfeito aqueles quepretendem refutar a teoria marxista do valor trabalho (que, alias atribui à produção artística um estatuto de execução), é, talvez porque se define mal a unidade de produção, ou o que dá no mesmo, o processo da produção” (p.22)
O comerciante de arte assim como empresário, é aquele que pode proclamar o valor comercial e o valor que o autor defere autuando como “banqueiro simbólico” que oferece comogarantia, todo o capital simbólico que acumulou.
“ Mas, passando do criador ao descobridor como criador do criador, limitamo-nos a deslocar a questão inicial; neste caso, restaria determinar de onde vem o poder de consagrar que é reconhecido ao comerciante arte. Ainda aqui, a resposta carismática se oferece já pronta: os grandes marchands, os grandes editores, são “descobridores” inspirados que,guiados por sua paixão desinteressada e irrefletida por uma obra, “fizeram” o pintor ou o escritor, ou então, permitiram-lhe que ele se fizesse, amparando-o nos momentos difíceis, respaldados na fé que haviam colocado nele, orientando-o com seus conselhos e livrando-o das preocupações materiais” (p. 23)
Encontra-se por toda parte a oposição entre o comercial e o não-comercial ela gera maior parte dosjulgamentos que pretende estabelecer a fronteira entre o que é arte e o que não é, ou seja arte burguesa e a arte intelectual, a arte tradicional e a arte de vanguarda. Ela estabelece sempre entre a produção restrita e a grande produção (comercial).
Os dominados só terão possibilidades de se impor no mercado através de estratégias de subversão, sendo condenados a promoverem convenções em nome dospróprios princípios reivindicados por eles.
“ A polarização objetiva do campo faz com que os críticos dos dois lados posam colocar em relevo as mesmas propriedades e, par designa-la, utilizar os mesmos conceitos (malvada, cordelinhos, bom senso, saudável, etc.), mas que assumem valor irônico (“que bom senso”...) e , portanto, funcionam em sentido inverso quando se dirigem a um publico que não mantemcom eles a mesma reação de conivência, alias, fortemente denunciada (“basta que de um nó para que o publico morra de riso”; a autora que não esperava outra coisa”). O teatro, que só consegue funcionar respaldado na conivência total entre o autor e os espectadores (eis a razão pela qual a correspondência entre as categorias de teatros e as divisões da classe dominante é, neste ponto, tão estreitae visível) constitui a melhor demonstração de que o sentido e o valor das palavras ( e, sobretudo, “palavras apropriadas”) dependem do mercado em que são colocadas, de que as mesmas frases podem receber sentidos opostos quando se dirigem a grupos animados por pressupostos antagonistas” (P.52)
É características dos bens culturais, e do mercado onde são oferecidos, que reside a principal diferençaentre os empreendimentos comerciais e os empreendimentos culturais. Um empreendimento encontra-se tanto mais perto do pólo comercial (ou mais afastado do pólo cultural) com os produtos ofertados a uma demanda já preexistente, tendo um ciclo curto de produção afim de minimizar os riscos por u ajustamento antecipado a demanda inidentificável e dotado de circuitos de comercialização, além de...
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