A grande máquina que o capitalismo alimenta

Páginas: 5 (1123 palavras) Publicado: 22 de maio de 2013
A relação da psicologia com o capitalismo é nítida na relação entre as empresas e seus funcionários, que formam a força motriz de trabalho da organização, podendo ser comparada ao simples funcionamento de uma máquina. Porém, os seres humanos não são e nunca foram força motriz de uma organização simples e relativamente pequena que é a empresa, mesmo de um ponto de vista global. Não se trata dealgo grande” como Google, Microsoft ou Apple. O problema é tão grande que não o enxergamos; tão grande que fazemos parte dele sem perceber, assim como fazemos parte da Terra sem ter consciência de suas dimensões.
Marx, nos “Manuscritos Econômico – Filosóficos”, desenvolveu o conceito de trabalho alienado, que envolve a especialização do trabalho: o indivíduo não tem mais conhecimento e/ou domíniodo sistema de produção, passando a ser apenas uma parte dele, uma ferramenta. Essa alienação, ainda dentro do conceito marxista, inclui o que ele chamou de “fetichismo”: o indivíduo valoriza mais os bens materiais, tais como carros, casas, contas em bancos no exterior e a sociedade de aparências, do que os bens intelectuais, tais como virtudes, experiência de vida ou inteligência. O maior dosfetichismos, segundo Marx, é o dinheiro, pois com ele é possível adquirir todos os outros “fetiches” dos alienados.
A religião cumpre um papel tão importante quanto o dinheiro nesse processo, porque incentiva o indivíduo a não procurar explicações científicas para os fatos que não compreende, levando-o a não ler, não pesquisar e não dar valor à informação concreta. É por isso que a religiosidadeainda é tão estimulada, embora a Angola tenha fugido à regra proibindo as igrejas evangélicas brasileiras de atuarem em seu território. A tendência é que os países desenvolvidos, onde a maioria da população é atéia, sigam o exemplo.
Religiões funcionam como o “braço direito” do capitalismo: fazem com que o ser humano se inferiorize, se anule, se negue como ser humano, para exaltar um deus. E a fimde que “deus” seja o todo poderoso criador, o homem nega seu próprio poder de criação, sua criatividade e capacidade para resolver problemas, que é o que o diferencia dos outros animais. A humanidade nunca parou para pensar que talvez Deus seja uma criação da mente humana, e não o contrário. Assim, Deus seria “a imagem e semelhança do homem”, ou seja, Deus é o homem idealizado, o que o ser humanodeseja ser.
Porém, a ideia de “Deus” que sustenta a negação do ser humano e de suas capacidades é a mesma que fundamenta a possibilidade de um homem explorar o outro. “Questões como a injustiça social, a desigualdade da distribuição das riquezas, a iniquidade da acumulação por poucos, vistas como naturais, como causas divinas, são entregues ao céu, a Deus, ao porvir, às Leis Econômicas, aoEstado, à política e à religião, nunca ao próprio homem como ser histórico e social. Se o capitalismo está gozando, a religião também está.” (Paulo Lopes, blogueiro)
Da mesma forma, percebe-se que ateus são discriminados, mesmo na moderna sociedade do século XXI. Isso simplesmente é um conceito intrínseco na mente das pessoas, que associam a imagem dos ateus à imagem de pessoas do mal e que adoram odiabo. Tanto que nem é mais necessário fazer propaganda “anti-ateísta” – esse trabalho já foi feito pelos religiosos ao longo da história.
Não podemos nos esquecer de que existe uma grande máquina funcionando por trás disso, e que a religião é, no máximo, uma engrenagem. Comparando os dados, vemos que apenas 2% da população da Terra acumulam 50% da riqueza disponível no mundo. Como isso pode serpossível? Simplesmente porque o resto da população trabalha para eles; todo o lucro gerado com o trabalho dos 98% acaba, de uma forma ou outra, refletindo na conta bancária dos 2%.
E quem são eles? São os donos de bancos em sua maioria, mas incluem outros poderosos e suas famílias. Donos da entidade mais fundamental do sistema capitalista, o dinheiro, são os verdadeiros donos do mundo....
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