A economia colonial brasileira (séculos XVI-XIX), resumo dos capítulos dois e três.

Páginas: 7 (1533 palavras) Publicado: 23 de abril de 2014
FRAGOSO, João; FLORENTINO, Manolo e FARIA Sheila de Castro. A economia colonial brasileira (séculos XVI-XIX). São Paulo: Atual, 1998.
“Até a década de 1530, a exploração da América portuguesa esteve nas mãos de um Estado-empresário que, através de feitorias espalhadas ao longo da costa brasileira e controladas pela Coroa, retirava da mata atlântica o pau-brasil.” [1].
O capítulo dois nosmostra como se deu início a efetiva ocupação portuguesa no solo brasileiro. Portugal repetiu as experiências da época da Reconquista cristã, implantando o sistema das capitanias hereditárias: o rei cedia a jurisdição parcial sobre um determinado território e seus habitantes ao capitão-donatário, que se tornava o representante do rei na região. O que diferiu esse sistema do adotado no feudalismo foi ofato de que o capitão poderia distribuir terras aos moradores da capitania, as sesmarias, mas não se estabelecia entre ambos uma relação de subordinação.
Nos primeiros anos do século quinhentista dominavam nas costas brasileiras as populações tupis. Organizavam-se socialmente em aldeias, que podiam manter entre si relações estreitas, mas que não davam margem ao surgimento de organizaçõespolíticas ou territoriais permanentes. Viviam da caça, da coleta e da agricultura extensiva, com a utilização da terra durante algumas colheitas e seu posterior abandono. Cada aldeia possuía um chefe, responsável pela administração da vida da comunidade, e que era seguido não por medo, mas por boa-vontade.
Os primeiros contatos entre os lusos e os indígenas foram através do escambo, que era muitovantajoso às partes. Os portugueses necessitavam de escravos, podendo adquiri-los pelo escambo ou comprando prisioneiros de guerras intertribais. As guerras intertribais não tinham como objetivo a produção de escravos, e sim a vingança, por isso não eram gerados escravos na quantidade esperada. A partir de 1550, as “guerras justas” contra os nativos foram criadas, dizimando várias aldeias e capturandomilhares de índios, transformando-os em “negros da terra”. Em 1570 a escravidão indígena é regulamentada: índios capturados em guerras justas ou resgatados (prisioneiros de guerra) poderiam tornar-se escravos.
A partir da segunda metade do século XVI, à crônica falta de renda interna de Portugal juntou-se a redução dos proventos ultramarinos. As pessoas que vinham para a colônia, em sua maioria,não pertenciam à alta nobreza. A agricultura extensiva, por não depender de altos investimentos em adubos e/ou instrumentos de trabalho, possibilitou a produção rural a baixos custos. Os portugueses estabelecidos no Brasil basearam-se na tradicional tecnologia tupi, criando uma empresa agrícola que podia aumentar as colheitas e os lucros com o comércio internacional. Mas se as guerras justasresolviam parte dos problemas da falta de capital para a montagem da economia colonial, elas também significavam o estabelecimento de uma hierarquia profundamente desigual. A produção de riqueza surgia como sinônimo de escravização. Os colonos saíam de uma sociedade marcada por privilégios, onde a ascensão social significava não trabalhar. A distribuição de terras na colônia se deu de maneira desigual;o mesmo ocorreu com a distribuição de cargos administrativos.
Durante o século XVI, parte do capital e do crédito provinha de investimentos holandeses, italianos e portugueses. A partir do século seguinte esses investimentos passaram a provir da própria colônia. Criaram-se instituições responsáveis pelo crédito, como a Santa Casa de Misericórdia, na Bahia, e o Juizado de Órfãos, no Rio deJaneiro. Essas instituições contribuíam para a manutenção da hierarquia já que para receber um empréstimo era preciso ter uma determinada posição social. [...] “Desse modo, mesmo nas regiões voltadas para o abastecimento interno, a colonização e a montagem da produção colonial tiveram como pano de fundo a exclusão social (a subordinação das populações indígenas e o uso compulsório do seu trabalho) e...
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