A Domina O MAsculina

Páginas: 162 (40434 palavras) Publicado: 23 de julho de 2015
Do mesmo autor:
Livre-Troca(com Hans Haacke)
Meditações Pascalianas
-5943602450465DEDALUS - Acervo - FFLCH-LE

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00DEDALUS - Acervo - FFLCH-LE

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O Poder Simbólico
Pierre Bourdieu
A DOMINAÇÃO MASCULINA23 EDIÇÃO
Tradução
12312651014730SBD-FFLCH-USP

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Maria Helena Kühner
862330210185BERTRAND BRASIL
00BERTRAND BRASIL
BCopyright © Éditions du Seuil, 1998 Título original: La domination masculine Capa: Simone Villas Boas Revisão da tradução: Gustavo Sora Editoração: DFL
2002
Impresso no Brasil Printed in Brazil
CIP-Brasil. Catalogaçâo-na-fonteSindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ
Bourdieu, Pierre, 1930-2002
2?e.Ad „.. ,A domi™Ç*> masculina/ Pierre Bourdieu; tradução Maria HelenaKuhner. 2 ed. - Rio deJaneiro: Bertrand Brasil, 2002
160p.
Tradução de: La domination masculine
Incluí anexo
ISBN 85-286-0705-4
L Pape1 sexua!. 2. Dominação (Psicologia). 3. Poder (Ciências sociais). 4. Homem—Psicologia. I. Título.
99-0353CDD- 306.7
CDU - 316.346.2
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A ETERNIZAÇÃO DO ARBITRÁRIO-311150-55181500Este livro, em que pude precisar, reforçar e corrigir minhas análises anteriores sobre o mesmo tema,apoiando-me no grande número de trabalhos dedicados às relações entre os sexos, põe em questão explicitamente a questão, obsessivamente lembrada pela maior parte dos analistas (e de meus críticos) da permanência ou da mudança (constatadas ou desejadas), da ordem sexual: é, de fato, a importação e a imposição desta alternativa ingênua e ingenuamente normativa que levam a perceber, contra todaevidência, a constatação da constância relativa das estruturas sexuais e dos esquemas através do quais elas são percebidas como uma maneira condenável e imediatamente condenada, falsa e imediatamente refutada (lembrando todas as transformações na situação das mulheres), de negar e de condenar as mudanças desta situação.
A esta questão torna-se necessário opor uma outra, mais pertinente cientificamente esem dúvida, também, a meu ver, mais urgente politicamente: se é verdade que as relações entre os sexos se transformaram menos do que uma observação superficial poderia fazer crer e que o conhecimento das estruturas objetivas e das estruturas cognitivas de uma sociedade androcêntrica particularmente bem conservada (como a sociedade cabila, tal como pude observá-la no início dos anos sessenta)fornece instrumentos que permitem compreender alguns dos aspectos melhor dissimulados daquilo que são essas relações nas sociedades contemporâneas mais avançadas economicamente, é preciso realmente perguntar-se quais são os mecanismos históricos que são responsáveis pela des-historicização e pela eternização das estruturas da divisão sexual e dos princípios de divisão correspondentes. Colocar oproblema nestes termos é marcar um progresso na ordem do conhecimento que pode estar no princípio de um progresso decisivo na ordem da ação. Lembrar que aquilo que, na história, aparece como eterno não é mais que o produto de um trabalho de eternização que compete a instituições interligadas tais como a família, a igreja, a escola, e também, em uma outra ordem, o esporte e o jornalismo (estas noçõesabstratas sendo simples designações estenográficas de mecanismos complexos, que devem ser analisados em cada caso em sua particularidade histórica) é reinserir na história e, portanto, devolver à ação histórica, a relação entre os sexos que a visão naturalista e essencialista dela arranca (e não, como quiseram me fazer dizer, tentar parar a história e retirar às mulheres seu papel de agentes...
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