Texto zero

Páginas: 17 (4209 palavras) Publicado: 9 de abril de 2014
"O PET visto por seu criador"
Cláudio de Moura Castro

Esse ensaio apresenta uma breve biografia do PET,
assinada pela pessoa que o criou, quando diretor da CAPES, entre
1979 e 1982. Obviamente, a análise padece dos viezes trazidos pelas
vaidades do autor. Mas, desde logo, cumpre mostrar os limites
dessas vaidades, esclarecendo que o PET copiou uma invenção do
Professor Ivon Leite deMagalhães Pinto da Faculdade de Ciências
Econômicas da UFMG. E como essa idéia vem da década de
cinqüenta, trata-se de um programa que se aproxima do meio século.

Elite é nome feio?
Quando era estudante, havia em Belo Horizonte uma gafieira
chamada Elite. Veja-se que a palavra tinha uma conotação positiva ,
pois até os seus modestíssimos freqüentadores viam no nome uma
associação positiva.Ser elite era algo cobiçado.
Mais adiante, nos anos 80, elite virou um palavrão, coisa
reacionária, na contramão do tolo populismo da época. Gostaria de
continuar usando a palavra, por falta de outra igualmente boa. Mas
sinto-me vitimado pelos miasmas que a contaminaram. Deixemos
pois as batalhas semânticas para outros e abandonemos o tema.
Não obstante, em qualquer sociedade, alguns estão emposições mais
próximas do topo. Como quer que o chamemos, são os que mandam,
os que criam moda, os que mudam os rumos da ciência, da
sociedade, da política e da economia.
Nas tribos, os caciques são escolhidos pela sua competência
com a borduna. Os pajés, por seu conhecimento de farmacologia e

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psicoterapia. Na Somália, só aos chefes quem têm mais Kalashnikovs
e gosto em usá-los.
Emsociedades modernas, os critérios mudaram. Agora conta a
capacidade intelectual, a liderança pelo poder das idéias e a
capacidade de implementação. Portanto, quanto mais moderna a
sociedade, mais a qualidade de suas lideranças depende da qualidade
de suas escolas.
Para os mais bem dotados - e não apenas para os mais ricos devem ser reservadas as melhores escolas, os melhores professores
erecursos diferenciados. Assim é em todo os lugares, de esquerda e
de direita. Cuba e Rússia, tanto quanto Estados Unidos e Inglaterra
têm escolas melhores e mais caras para os que se destacam. Para a
melhor matéria-prima, melhor tratamento. Que me perdoem algumas
alas da esquerda, mas país sério jamais fez diferente. Escolas
realmente iguais para todos, só nos sonhos e devaneios de alguns.
Ahistória não é feita por comitês, por votação, por assembléias,
mas por líderes. Grandes homens mudaram a história, construíram
impérios econômicos e revolucionaram a ciência. Os líderes
canalizaram a energias do cidadão comum para as grandes
realizações. Quando uma grande empresa está por afundar, não se
nomeiam comitês, mas um grande nome para salvá-las.
Dependendo das oportunidades deeducar que oferecem, os países
terão melhores ou piores líderes. Nos Estados Unidos, há o círculos
aristocrático das Ivy Leagues, inicialmente cridas para "formar as
elites" da Nova Inglaterra (Harvard, Yale, Princeton, Columbia, etc).
Depois vieram as milionárias universidades públicas, como a rede das
Universidades da Califórnia.
No Japão, há as universidades de Tóquio e Quioto, onde os paiscomeçam a preparar os filhos para o vestibular desde o primário. Na
Inglaterra, há Oxford e Cambridge, tradicionalmente recrutando os
melhores figurantes da aristocracia. Mas cada vez mais, buscam as
melhores cabeças, onde quer que estejam e mesmo que falem com
sotaque "cockney". Na França, há universidades para o grande
público. Mas há também as Grandes Écoles para preparar as
liderançaspublicas e privadas (ENA, Ponts et Chaussees,
Politechnique, etc).
Na Alemanha, havia maravilhosas universidades de Berlin,
Munique e muitas outras. Mas com o estrago feito por Hitler, levaram
muitas décadas para se recompor e ainda não atingiram os mesmos
níveis e glórias do passado. A China praticamente destruiu suas

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universidades na Revolução Cultural. Historiadores concordam que o...
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