TEORIA DO CONHECIMENTO EM S O TOM S DE AQUINO E GUILHERME DE OCKHAm

Páginas: 10 (2308 palavras) Publicado: 27 de julho de 2015
TEORIA DO CONHECIMENTO EM SÃO TOMÁS DE AQUINO E GUILHERME DE OCKHAM
Ao estudar o tema proposto, observamos a necessidade de fazermos, mesmo que breve, uma introdução histórico-filosófico do contexto em que estavam inseridos nossos, já determinados, filósofos em questão.
Fazendo uma interpretação da Idade Média, podemos determinar três momentos de suma importância dentro deste período,são eles: I) No primeiro momentos, fica explícita a preponderância dos estudos baseados nas Sagradas Escrituras, juntamente com os surpreendentes escritos (no geral, respaldados pelo pensamento platônico) de Santo Agostinho; II) Já no segundo período, encontramos uma forte corrente de estudos aristotélicos, e é aqui que São Tomás de Aquino está inserido; III) Por fim, a terceira e última“corrente” presente no medievo seria o período em que observamos a preponderância do nominalismo, tanto de D. Escoto, como de Ockham. Sendo este último o momento em que podemos eleger como um marco da transição entre o período Medieval e Moderno, principalmente com Ockham e seu positivismo lógico.
Dada tal contextualização, adentremos aos estudos de Tomás de Aquino, primeiramente observando seucontexto. Assim como Agostinho, o campo de pesquisa de São Tomás é difícil de ser classificado. Teólogo ou filósofo? Podemos afirmar que, principalmente por causa destes dois pensadores medievais, abriu-se um horizonte para certo tipo de filosofia cristã. Pois, apesar de serem cristãos fervorosos, não deixaram de se dedicar ao exercício racional, mesmo que fosse unicamente para justificar este ou aqueledogma do cristianismo.
Como já foi mostrado, Tomás apresenta-se como um grande cristão. Logo, a existência de Deus é algo imprescindível, que não entra no âmbito do que é questionável. A presença de Deus não se dá, obviamente, somente em sua concepção religiosa; ela se estende em toda sua filosofia e será o pilar de suas elaborações metafísicas. Deus não é questionado, porém Tomás indaga oquanto Deus se faz presente na vida humana. Neste momento o filósofo do medievo sua Aristóteles, e principalmente, seu conceito de substância.
Pelo fato desta investigação do pensamento aristotélico, Tomás formula sua definição de discurso racional. E o principio deste discurso racional seria buscar Deus como a unidade de todas as coisas. Para tentar uma compreensão melhor do destaquestão, devemos impreterivelmente, retornar a alguns conceitos de Aristóteles, pois neles estão presentes diversos pilares do pensamento tomista; aliás, o desafio básico deste pensamento foi o esforço em conciliar e adaptar as obras aristotélicas ao pensamento cristão do período medieval. Para Aristóteles, potencia e ato identificam-se, respectivamente, com os conceitos de matéria e forma. Porém, comSanto Tomás, o movimento não chega a uma solução com os conceitos de matéria e forma. Há as definições, talvez ainda mais importantes, feitas por Tomás, de existência e essência. Esta última, trás subjacentemente consigo a forma e a matéria das coisas compostas. Dessa forma, se o homem (que é composto por forma e matéria) existe, a sua existência não pode estar separada da essência, ou seja, no fimdas contas os conceitos de existência e essência se identificam de alguma forma. A essência representa uma potência com relação à existência e, ao mesmo tempo, a existência é o ato da essência. Assim, para Santo Tomás, a passagem de uma potência para um ato exige necessariamente uma manifestação, ou um ato, divino. Pois, logicamente, Deus é um ato puro, e é apenas com Ele que se pode almejar umaexistência mais próxima da essência. Nosso filósofo medieval ainda afirma que apenas Deus, o ato puro, tem a existência como essência e, por este motivo, nenhuma criatura é inteira semelhante a Deus.
Em meio a este contexto, emerge o problema dos Universais, problema que, de certa forma, ainda dá boas dores de cabeça para alguns pensadores. O que representaria os Universais? Ele é...
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