Sonia Luyten Org Historias Em Quadrinhos Leitura Critica

Páginas: 77 (19249 palavras) Publicado: 17 de março de 2015
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osebodigital.blogspot.com

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SONIA M. BIBE LUYTEN
(Organizadora)

HISTÓRIAS EM
QUADRINHOS
(Leitura crítica)

EDIÇÕES PAULINAS
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APRESENTAÇÃO

Comemorando os 50 anos da introdução da HISTÓRIA EM
QUADRINHOS no Brasil, o Serviço à Pastoral da Comunicação das
Edições Paulinas — SEPAC - EP lança este livro, fruto do trabalho
de uma equipe de estudiosos, todos preocupados com as possíveisrelações entre o universo cultural representado pela temática das
HQ e o espaço educacional efetivamente ocupado pelos gibis junto
à infância e à adolescência brasileiras.
A preocupação do SEPAC-EP, dentro de seu programa de assessoria aos educadores, é a de oferecer-lhes um subsídio para que
possam conhecer os mecanismos que regem a produção das HQ,
bem como os projetos que orientam a indústriacultural neste setor.
O presente trabalho faz parte de uma coleção mais ampla,
que inclui, inicialmente, os livros TRAMAS DA COMUNICAÇÃO, com
texto de Regina Festa, PARA UMA LEITURA CRÍTICA DA TELEVISÃO,
de João Luis van Tilburg, PARA UMA LEITURA CRÍTICA DOS JORNAIS,
da equipe do SEPAC-EP, sob a Coordenação de Ismar de Oliveira
Soares.
Esperamos que HISTÓRIA EM QUADRINHOS: LEITURA CRÍTICA consigamotivar os educadores brasileiros a levar em consideração, em seus trabalhos pedagógicos, a necessidade de se pensar
a Comunicação Social não mais como simples lazer, mas principalmente como instrumento educativo capaz de formar consciências.
Ivani Pulga
Diretora do SEPAC - EP

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POR QUE UMA LEITURA CRÍTICA
DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS?
SÔNIA M. BIBE LUYTEN
Jornalista, Mestre em Comunicaçõespela ECA/USP, Professora de HQ na ECA/USP e SEPAC
O grande público dificilmente chega a descobrir o que se passa, exatamente, por detrás dos bastidores. Por que certos filmes
ficam mais tempo em cartaz, por que determinados programas na
TV são retirados e por que lemos essas notícias e não outras? Há
razões para tudo isso e, às vezes, verdadeiras guerras são travadas
por trás dos acontecimentos econdicionam o que o leitor e o receptor recebem dos meios de comunicação.
Entre as áreas de maior conflito está a de histórias em quadrinhos. Sim, as simples e inocentes HQ que todos nós lemos desde a
infância. A começar por um ponto: quem não se lembra do Pateta,
Fantasma, Tarzan? Ótimo. Mas quem tem logo em mente uma personagem legitimamente brasileira?
É justamente aí que começa um dos nossosproblemas. Fora
algumas personagens e alguns poucos desenhistas, são difíceis as
histórias em quadrinhos brasileiras que têm alguma repercussão
desde que foi publicada a primeira revista no Brasil, em 1905.
Em outros países é diferente: seja em conseqüência de fortes
associações que divulgam o material para o exterior — sistemas
eficazes de distribuição —, seja por proibições de entrada de quadrinhosde outros países, as HQ tiveram caminhos bem diferentes
das do Brasil.
No caso brasileiro, está mais do que na hora de valorizar nossas personagens e nossos desenhistas. Não se trata, porém, de
proibir a importação de HQ estrangeiras, mas de utilizar alguns mecanismos eficazes para incentivar a produção com raízes em nossa
cultura e fazer valer algumas leis que protejam sua edição nos veículos decomunicação.
Uma outra questão é colocar os quadrinhos no seu devido
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lugar e não mais considerá-los como subarte ou subliteratura. As
HQ marcaram a história do século XX e, para chegar à forma que
conhecemos, acompanharam toda espécie de evolução, sofreram
muitas influências, mas forneceram, nas últimas décadas, subsídios
para todos os meios de comunicação e também para as artes.
Ao contráriodo que muitos pedagogos apregoam, os quadrinhos exercitam a criatividade e a imaginação da criança quando
bem utilizados. Podem servir de reforço à leitura e constituem uma
linguagem altamente dinâmica. É uma forma de arte adequada à
nossa era: fluida, embora intensa e transitória, a fim de dar espaço
permanente às formas de renovação.
O que se pode discutir, e que é o propósito destas...
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