Senhora

Páginas: 10 (2281 palavras) Publicado: 27 de fevereiro de 2013
Vida:
José Martiniano de Alencar (1829-1877) nasceu em Macejana, no Ceará. Foi para o Rio de Janeiro em 1830. Cursou Direito em São Paulo e Olinda. Formado em 1851, dedicou-se à advocacia no Rio. Nesta época colaborou no Correio Mercantil. Em 1856, já no Diário do Rio de Janeiro, critica o poema de D. J. Gonçalves de Magalhães, Confederação dos Tamoios. Nesse jornal publica, em folhetins, seuromance Cinco Minutos. Em 1857 publica O Guarani (em livro) com grande sucesso. Estréia no teatro com a peça Demônio Familiar - comédia. Depois vem outra comédia: Verso e Reverso. Com Asas de Um Anjo (peça) é censurado. Em 1860 parte para o Ceará e regressa deputado conservador. Em 1868 é Ministro da Justiça, demitindo-se em 1870. Mantém-se em intensa atividade política até 1873 quando é retirado daatividade. Viaja para a Europa em 1876 e falece no fim do ano seguinte, no Rio de Janeiro, ao regressar para o Brasil.

Obra:
(1856) - Cinco Minutos (romance)
(1857) O Guarani (romance)
(1858) Demônio Familiar (peça teatral - comédia)
(1874) Ao Correr da Pena (livro póstumo contendo seus folhetins)

Considerações Gerais: Senhora é um romance de costumes que retrata a sociedade fluminensedo Segundo Reinado. A ascensão da burguesia transparece na obra através da prosperidade das classes liberais; sobretudo através do evento da urbanização, da evasão dos campos para as metrópoles, da burocratização gerada pela política, que faz do emprego um apêndice partidário, subvertendo a antiga estrutura brasileira hierárquica, pacata. Mas trata também de revelar-nos o "modus vivendi" daaristocracia, que se perpetuou enquanto esta se manteve. Alencar fez uma crítica a essa sociedade e ao casamento como forma de ascensão social.



Resumo:

Senhora é um romance passado na primeira metade do século XIX e que expõe ao leitor, como pano de fundo, valores e costumes da aristocracia escravista do Segundo Reinado. O romance conta-nos a vida de uma bela moça desiludida e rancorosa ,chamada Aurélia Camargo.
Aurélia passou uma infância pobre junto à mãe doente e um irmão que veio a falecer na adolescência.
Narrado em terceira pessoa; o romance é escrito em quatro partes e não obedece uma ordem cronológica, isto é, a primeira parte ( O Preço), narra os episódios atuais, enquanto que a Segunda parte (Quitação), fala-nos do passado de Aurélia, seguem os capítulos: Posse e Resgate.Aurélia foi o fruto da união entre o filho de um rico fazendeiro e uma órfã pobre.
Seu pai, Pedro de Sousa Camargo, era o filho natural de Lourenço de Sousa Camargo, um homem prepotente e severo que vivia isolado em suas terras. Lourenço, apesar de não reconhecer o filho como herdeiro, mantinha-o no Rio de Janeiro com uma boa vida enquanto estudava Medicina. Foi na corte que Pedro conheceu amãe de Aurélia,
Emília Lemos, pobre e órfã e por quem apaixonou-se .
Emília morava com um irmão mais velho, Manuel José Correia Lemos que, tão logo soube do romance entre a irmã e o estudante, oportunistamente tratou de exigir do moço um documento que legitimasse sua condição de herdeiro se quisesse casar com Emília. Diante desta impossibilidade devido à conflituosa relação que mantinha com o pai,Pedro decidiu fugir e casar às escondidas com Emília . O velho Lourenço, sabendo que o filho vivia com uma moça de família raptada, ordenou-lhe que largasse a Corte e regressasse à fazenda. Pedro manteve em segredo sua paixão assim como seu casamento, e teve de viver separado da esposa. Não teve escolha. O pai o abandonaria sem herança caso soubesse a verdade. Após ter passado um ano da separação, Pedro consegue ir ao Rio em visita. Lá retorna sua forte relação com Emília e conhece seu primeiro filho, Emílio, de dois meses. Mantêm em sigilo seus encontros com a esposa e o faz intercarlando meses passados na fazenda com o pai e semanas no Rio, com sua família. Nessas circunstâncias nasce Aurélia. Certo dia, Lourenço comunica ao filho da sua intenção em que se case com uma moça rica da...
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