resenha critica do livro a loucura do trabalho

Páginas: 9 (2003 palavras) Publicado: 5 de outubro de 2013
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Resenha Crítica do Livro ” A Loucura do Trabalho” Christopher Djours
26/05/2009
A constituição do trabalho taylorista-fordista de produção torna o trabalhador parte do maquinário da produção, neste momento histórico o modelo de Recursos Humanos e a concepção de administração estavam ligados à visão advinda da engenharia.  
No séc. XIX a luta pela saúde, identifica-se coma luta pela sobrevivência: viver, para o operário, é não morrer. Os literários vão definir essa época como miséria operária.
Segundo Dejours a psicopatologia tradicional está baseada na fisiopatologia das doenças que afetam o corpo. O corpo é a primeira vitima do sistema rígido de produção, e em segundo lugar o aparelho psíquico. Dejours orientou suas investigações através das estratégias que ostrabalhadores utilizam para enfrentar a situação de trabalho e não direcionadas especificamente as doenças metais.
Dejours categorizou o sofrimento como uma vivência subjetiva mediadora entre doença mental e o conforto psíquico. Assim, o sofrimento deixa de ser representado como algo negativo e passa a significar também criatividade, uma maneira que o trabalhador encontra de criar formasdefensivas para lidar com as opressões da organização do trabalho.
Os trabalhadores passam a utilizar estas estratégias defensivas contra o sofrimento para propiciar a manutenção do aparelho psíquico , sendo na sua maioria consideradas, segundo Dejours, Abdoucheli e Jayet (1994 apud ,HELOANI  e  CAPITAO, 2003)  na sua maioria, de ordem coletiva. Esses autores definem as estratégias como mecanismos pelosquais o trabalhador busca modificar, transformar e minimizar a percepção da realidade que o faz sofrer. Os autores apontam também, que a diferença entre um mecanismo de defesa individual e um coletivo está, no fato de que o primeiro permanece sem a presença física do objeto, que se encontra interiorizado. Ao passo que o segundo depende da presença de condições externas e se sustenta no consensode um grupo específico de trabalhadores.
A categoria de sofrimento que gera o desgaste físico e mental é apresenta através da vivência de sofrimento relacionada ao corpo, que se articula com as exigências cognitivas relativas à preocupação com erros, retrabalho e ritmo, gerando o esgotamento mental. A categoria de sofrimento gerada pela falta de reconhecimento manifesta-se pela insatisfação edescontentamento dos operários, e também se remete ao sofrimento psíquico.
As estratégias do tipo defensivas, de negação e controle da situação geradora de sofrimento são mais utilizadas nestas ocasiões de insatisfação. Percebe-se que o sofrimento é pouco verbalizado, mesmo quando falam em cansaço, falta de reconhecimento, tristeza e dor física e moral, pois os trabalhadores encontram formas dejustificar tais sentimentos, utilizando na maioria das vezes, o mecanismo de racionalização, expresso em atitudes e comportamentos como explicações lógicas, brincadeiras e necessidade de sobrevivência.
Segundo Mendes (1996, apud HELOANI e CAPITAO, 2003), a racionalização é utilizada diante da frustração para explicar de forma lógica os motivos que causam o sofrimento, tais como: a separação entreplanejamento e execução e pela desestruturação das relações psicoafetivas com colegas; o individualismo é uma estratégia utilizada diante do sentimento de impotência e por meio dela os trabalhadores naturalizam o contexto histórico dos fatos que produzem o sofrimento. A passividade é uma estratégia contra o tédio, em função de situações de ameaça de perder o emprego e de manutenção do status naempresa.
 Ferreira e Mendes (apud HELOANI  e  CAPITAO, 2003) em seus estudos salientam que para lidar com as vivências de sofrimento originadas do trabalho o trabalhador constroem estratégias de mediação, individuais ou coletivas que podem ser de mobilização coletiva ou de defesa. A primeira distinguida pelo modo de agir coletivo dos trabalhadores e tem o objetivo de transformar o contexto de...
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