Reflexões sobre Alfabetização

Páginas: 17 (4212 palavras) Publicado: 9 de abril de 2014
RESENHA DO LIVRO
“REFLEXÕES SOBRE ALFABETIZAÇÃO” DE EMÍLIA FERREIRO.





DISCIPLINA: FUND. METOD. ALFABETIZAÇÃO
PROFª. MÍRIAM











RESENHA DO LIVRO
“REFLEXÕES SOBRE ALFABETIZAÇÃO” DE EMÍLIA FERREIRO.

FERREIRO, Emilia. Reflexões Sobre Alfabetização. 26. ed. Coleção Questões de Nossa Época; v. 6. São Paulo: Cortez, 2011.

Esse livro é a reunião de quatrotrabalhos que tem com intersecção a investigação sobre a psicogênese da leitura e da escrita. Esses textos buscam mostra que o processo de alfabetização nada tem de mecânico.

A REPRESENTAÇÃO DA LINGUAGEM E O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

Inicialmente parte-se dos pressupostos, para alfabetização, que ela se resume ao método usado e a sujeito que se está alfabetizando. Ferreiro acrescenta umterceiro elemento que é “a natureza do objeto envolvendo esta aprendizagem” (p. 13), objeto este que é a linguagem escrita.

1. A escrita como sistema de representação
A autora propõe duas formas de se entender a linguagem (1) como representação da linguagem e (2) como um código de transcrição gráfica das unidades sonoras.
A representação não é igual a realidade, ele sempre remete a uma realidadeconhecida, mas não faz parte dessa realidade. Ferreiro usa o exemplo do mapa para mostrar isso. O mapa representa a realidade, mas não é a realidade, apenas afiguração desta.
O código é uma representação alternativa das relações existentes entre a realidade e forma de afiguração desta.
Nessa perspectiva a invenção da linguagem foi um processo histórico de representação da realidade e não umaforma alternativa de representação. No processo de alfabetização das criança elas precisam reinventar o processo de escrita, não criando novos símbolos (letras), mas compreendendo a estrutura epistemológica interna do processo de representação da realidade pela linguagem escrita. As consequências de se compreender a escrita como um código de transcrição da linguagem oral implicam na dissociação dosujeito significante com o significado e, consequentemente, na destruição do símbolo. Não há questionamento sobre a vinculação do símbolo com o som produzido, isso porque se torna arbitrário e, portanto o símbolo perde sua característica de símbolo e passa a ser confundido com o próprio significado. Quando o significante não consegue distinguir o signo do significado não há razão para utilização dosímbolo, pois não há categorização. O sujeito não consegue mais fazer a distinção entre eles e passa a não assimilá-los e, assim sendo, não aprende a vincular o símbolo ao valor sonoro nele contido.
[…] se a escrita é concebida como um código de transcrição, sua aprendizagem é concebida com a aquisição de uma técnica; se a escrita é concebida com um sistema de representação, sua aprendizagem seconverte na apropriação de um novo objeto de conhecimento, ou seja, em uma aprendizagem conceitual. (p. 19)

2. As concepções das crianças a respeito do sistema de escrita

As primeiras escritas infantis não correspondem a letras ou a qualquer outro sinal gráfico, são apenas rabiscos, linhas e traços, bolinhas e qualquer outra coisa. Numa abordagem tradicional, se presta mais atenção nosaspectos gráficos do que nos aspectos construtivos.
Os aspectos gráficos têm a ver com a qualidade do traço, a distribuição espacial das formas, a orientação predominante (da esquerda para a direita, de cima para baixo), a orientação dos caracteres individuais (inversões, rotações, etc.). Os aspectos construtivos têm a ver com o que se quis representar e os meios utilizados para criar diferenciaçõesentre as representações (grifo do autor). (p. 21).
No processo de aprendizagem, segundo a perspectiva construtivistas, podemos distinguir as fases de evolução da criança durante o processo de desenvolvimento da aprendizagem da escrita. Para Ferreiro (p. 22) esses períodos são distinguidos em três:
Distinção entre o modo de representação icônico e o não icônico;
A construção de formas de...
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