psicologo juridico

Páginas: 6 (1373 palavras) Publicado: 22 de outubro de 2013
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Artigo

A Importância da Psicologia Jurídica para os futuros profissionais do Direito

Parece não haver dúvida de que o Sistema deJustiça tem se aperfeiçoado em todos os sentidos ao longo do tempo. Isso é fruto do esforço de doutrinadores, legisladores, professores, magistrados, estudiosos não só do Direito, mas também da Sociologia, da Psicologia e de outros ramos do conhecimento.
Entretanto, é razoável estimar que uma parte dos Erros Judiciais está associada ao desconhecimento de assuntos psicológicos essenciais.
Sepretendemos aprimorar a Justiça e as Instituições, devemos conhecer os mecanismos psicológicos do comportamento humano.
Isso começa por instrumentalizar os advogados, que são sempre o primeiro Juiz da Causa; mas também os Promotores de Justiça, que lidam a todo instante com os conflitos individuais e sociais; e cooperar com os Juízes, que têm a missão de resolver esses conflitos.
Como acontece naMedicina – onde um grande número de consultas médicas na verdade é a busca de soluções para problemas psicológicos, também muitos conflitos jurídicos são decorrentes, motivados ou permeados por questões de natureza emocional e psicológica.
Pensemos nas questões de família: separação, divórcio, regulamentação de visitas, guarda e na adoção e logo teremos o manancial de problemas emocionais, tais comoa raiva, o ciúme e medo de perder o objeto amado, o ódio, a retaliação ou a vingança de um cônjuge contra o outro: A SAP é um excelente exemplo disso.
Pensemos no direito penal. A começar pelo CRIME e suas motivações. Todo crime é o resultado grave de uma alteração do comportamento humano. Homicídio, parricídio / matricídio, parenticídio – Filicídio são expressões criminosas carregadas desentimentos conflituosos.
Destaque especial ao crime passional e ao uxoricídio em geral. Pensemos nos delitos sexuais, nas personalidades perversas, na pedofilia, nos crimes perpetrados por sádicos e masoquistas, e, por todos os lados, veremos questões psicológicas informando o mundo jurídico.
Pensemos, mais especificamente nas questões de inimputabilidade e na Responsabilidade Diminuída de quetratam, respectivamente, o artigo 26, “Caput” e parágrafo único do Código Penal, mas pensemos também nas Medidas de Segurança e no procedimento da Declaração do Incidente de Insanidade Mental.
Mas não é só: pensemos do outro lado, Pensemos na VÍTIMA e o valioso papel dos estudos acerca da personalidade das vítimas (vitimologia). Por quê determinados tipos psicológicos são mais suscetíveis ao crime doque outros; que aspectos conscientes e inconscientes os levam ao lugar da vítima; que mensagens/ linguagem a vítima está emitindo para seu algoz. Pensemos no doloroso processo de Revitimização (P, S, T), na segunda agressão que pode representar a má condução de um procedimento policial, senão mesmo judicial, capaz de fazer a pessoa já vitimada a reviver esse momento como um novo insulto.
Nessecontexto, a importância do depoimento sem dano. Pensemos também no homem condenado, que está cumprindo pena, e logo veremos a importância da Psicologia Jurídica no Direito Penitenciário, pois afastado pelo direito da sociedade que feriu, deverá ser Reintegrado, pois a função da pena é retributiva e ressocializadora.
Pensemos ainda no Direito da criança/ adolescente e no modelo da ProteçãoIntegral proposta pelo ECA:
- O direito à família natural
- Direito à família saudável, livre de drogas e outras dependências.
- Direito à escola e ao processo de aprendizado formal exitoso
- Direito à saúde, que a OMS refere não apenas como saúde e bem-estar físico, mas também emocional e social.
Vamos adiante, e pensemos nos direitos do idoso, daquelas pessoas que trabalharam, produziram,...
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