Poema

Páginas: 22 (5421 palavras) Publicado: 20 de outubro de 2014
ÍNDICE
INTRODUÇÃO............................................3
CORPO.......................................................4
Juventude................................................4
Amor realizado .......................................7
Liberdade..............................................10Morte.....................................................14
ILUSTRAÇÕES.........................................17
BIOGRAFIA...............................................18
CONCLUSÃO............................................24


INTRODUÇÃO
Por que ler, hoje, poesia do século XIX?
É importante ler as poesias do século XIX,pois marca o período do verdadeiro nascimento da nossa literatura. Nele, criaram-se o romance e o teatro nacionais e formou-se o circuito autor-obra-público, tão necessário ao estímulo da vida literária. Ao movimento da Independência de 1822, a literatura nesse período expressa sua ligação com a política e com o Romantismo, os sentimentos começam a tomar o lugar da razão como instrumento de análisedo mundo, e a vida passam a ser encarada de um ângulo bem pessoal, em que sobressai um intenso desejo de liberdade. Essa ânsia de libertação que nasce no interior do poeta, em determinado momento alcança também o nível social, com o artista romântico colocando-se como porta-voz dos oprimidos e usando seu talento para protestar contra as tiranias e injustiças sociais, ao mesmo tempo em quevaloriza a pátria e os elementos que a representam. Talvez uma pessoa do século XXI só se interessaria por esses poemas se realmente gostasse de ler poesias, principalmente à massa. Ou alguém simplesmente se interessaria por tratar de assuntos que vemos muitas vezes nos filmes , como trama , mortes , amores não correspondidos, mas as poesias do romantismo não terminam com finais felizes em que a “dama”fica com o “galã”, este também poderia ser um forte requisito para que as pessoas se interessasse em ler poemas mostrando algo talvez mais realista e emocionante.
JUVENTUDE
A Jovem Cativa
— “Respeita a foice a espiga que desponta; Sem receio ao lagar o tenro pâmpano Bebe no estio as lágrimas da aurora; Jovem e bela também sou; turvada A hora presente de infortúnio e tédio Seja embora: morrer nãoquero ainda! De olhos secos o estóico abrace a morte; Eu choro e espero; ao vendaval que ruge Curvo e levanto a tímida cabeça. Se há dias maus, também os há felizes! Que mel não deixa um travo de desgosto? Que mar não incha a um temporal desfeito? Tu, fecunda ilusão, vives comigo. Pesa em vão sobre mim cárcere escuro, Eu tenho, eu tenho as asas da esperança: Escapa da prisão do algoz humano, Nascampinas do céu, mais venturosa, Mais viva canta e rompe a filomela. Deve acaso morrer ? Tranquila durmo, Tranquila velo; e a fera do remorso
Não me perturba na vigília ou sono; Terno afago me ri nos olhos todos Quando apareço, e as frontes abatidas Quase reanimam um desusado júbilo. Desta bela jornada é longe o termo. Mal começo; e dos olmos do caminho Passei apenas os primeiros olmos. No festimem começo da existência Um só instante os lábios meus tocaram A taça em minhas mãos ainda cheia. Na primavera estou, quero a colheita Ver ainda, e bem como o rei dos astros, De sazão em sazão findar meu ano. Viçosa, sobre a haste, honra das flores, Hei visto apenas da manhã serena Romper a luz, — quero acabar meu dia. Morte, tu podes esperar; afasta-te! Vai consolar os que a vergonha, o medo, Odesespero pálido devora. Pales inda me guarda um verde abrigo, Ósculos o amor, as musas harmonias; Afasta-te, morrer não quero ainda!” – Assim, triste e cativa, a minha lira Despertou escutando a voz magoada De uma jovem cativa; e sacudindo O peso de meus dias langorosos, Acomodei à branda lei do verso Os acentos da linda e ingênua boca. Sócios meus de meu cárcere, estes cantos Farão a quem os...
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