PATOLOGIA DA VIDA PSI COTIDIANA

Páginas: 9 (2153 palavras) Publicado: 19 de maio de 2015
 Unicampo - Faculdade União de Campo Mourão
Saúde Mental
Docente: Lucivani Soares Zanella
Discente: Maria do Carmo Lima Torres de Oliveira.
Considerações acerca do texto: Patologia da vida Psi Cotidiana: O cotidiano na vida de um clínico Psi de Osvaldo Dante Milton Di Loreto

O presente texto tem a finalidade de perceber e analisar considerações feitas pelo psiquiatra Osvaldo Dante Milton DiLoreto em detrimento das práticas de um psicólogo. O que é pertinente nesta comparação é se além do meramente biológico há um olhar humano.
Como o próprio título sugere, o capítulo começa como um diário, sendo contado, analisado por um jovem psiquiatra que trabalha em um ambulatório de psiquiatria incluído em importante hospital geral, que possui chefes humanos e razoáveis, bem como serviçospsicológicos e sociais. Há igualdade de salário para todos, ele considera, trabalhar neste hospital, a melhor parte do seu dia.
Seu primeiro caso é novo, um jovem de 22 anos, neurótico, simplesmente uma vida desperdiçada, a mãe o inferniza o tempo todo, mas ele não consegue viver sem ela, consegue “levar a vida” porque é bom de fantasia. Comove-se e se envolve com a história do rapaz “Estes pacientesdespertam-nos uma vontade danada de ajuda-los” (pg. 31) logo, ele pensa ser um caso bom para psicoterapia, indica os grupos, mas estão lotados, humanamente, marca uma próxima consulta, para não abandoná-lo em um horário que ele não tem. Já neste primeiro relato, percebe-se o envolvimento dele com o paciente, já mostrando como seus atendimentos tem haver com as práticas de um psicólogo.
O segundoatendimento é uma “devolutiva” e ele descreve como sendo uma prática difícil, pois é sempre muito complicado dar más notícias, ele julga ser estes, momentos dramáticos. Neste caso em especial, os pais desejam que ele dê o diagnóstico que a eles favorecem.
E vem mais um atendimento daqueles de cortar o coração, pois foi desta maneira que ele começa descrevendo o caso. Eis que surge uma menina e suamãe, abandonadas pelo pai, sendo que a menina tomou o lugar da mãe e cuida desta mãe como uma grande obrigação, aniquilando sua própria vida. A mãe não come, pois pensa que a comida está envenenada. O único recurso que ele vê, é internar a mãe, porém a filha fica desorientada, pois tirará dela a razão de sua existência.
Neste momento ele refere-se a ele mesmo como um supervisor do passado, deixandoclaro, como ele se comove e se mobiliza com as histórias de vida de seus pacientes, desde os primórdios atendimentos, ele chama de “sangria emocional”, porém o profissional tem que ser eficiente e, contudo, saber o que fazer, neste caso a indicação do internamento era útil e necessária. Como ele tem atendimentos agendados e marcados, é uma luta constante com o relógio, onde ele necessita atender atodos, não deixando de ter qualidade nos mesmos e não perder seus compromissos, e ele cita a reunião que tem a noite, do Movimento de Luta Antimanicomial, o qual nos remete aos estudos da matéria, Saúde Mental, onde pudemos entender um pouco como era tratado esse assunto naquela época.
Seguimos para o caso seguinte, com a descrição de uma mãe de 38 anos, que traz o filho de seis anos, intituladode “o capeta”. A mãe conta a história do menino, que na verdade é a história dela, aqui ele faz menção a nunca saber quem é o paciente realmente, pois ela tem um único pensamento que a move, que é o ódio sem limites pelo pai da criança e pena de si mesmo. Completamente sem noção, ela própria está transformando o filho numa fera. A criança já toma medicamentos, trazendo preocupação para ele, poisnão existe remédio para eliminar “’ódio” e a criança, já medicalizada não está tendo nenhum progresso. Dilema imposto, indicar psicoterapia para o garoto, para a mãe? Indicar nova consulta com o neuropediatra sobre outros medicamentos? Sendo que a mãe não tem dinheiro. O que fazer? Ele expõe aqui sua impotência diante do fato, e ironicamente questiona se deve recorrer a “empurroterapia”, mas o...
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