PARTE 1 CAPITULO 5

Páginas: 7 (1577 palavras) Publicado: 27 de julho de 2015
1. Qual o sentido da crítica de Aristóteles à teoria das ideias de Platão?

O ponto central da critica de Aristóteles a Platão consiste na rejeição do dualismo representado pela teoria das idéias. A questão que Aristóteles levanta inicialmente diz respeito as dificuldades de se explicar a relação entre o mundo inteligível, ou das idéias, e o mundo sensível. É para evitar esse tipo de problemaque Aristóteles considerará necessário um novo ponto de partida para a sua metafísica, isto é, sua concepção de real, evitando assim o dualismo dos dois mundos. A estratégia básica do Aristóteles em sua critica tanto a Platão quanto aos pré-socraticos consite em grande parte em considerar que esses filósofos enfrentaram certas dificuldades e problemas porque não fizeram determinadas distinçõesacerca das nações que discutiram, provocando portanto confusões conceituais. Aristóteles defende assim a necessidade de formular distinções claras de modo superar essas dificuldades, desenvolvendo sua teoria sobre o ser, sua metafísica, com base nesse propósito.

2. Por que Aristóteles considera necessário introduzir distinções acerca da causalidade, do ser etc.?
A teoria aristotélica do ser quantoa da causalidade visam resolver o impasse, até certo ponto ainda represente em Platão, entre o monismo de Parmênides e as teorias pré-socraticas do fluxo e do movimento, como o atomismo. Contra o monismo de Parmênides, Aristóteles defende a concepção de uma natureza plural, na medida em que composta de indivíduos, porem isso não deve ser visto como problemático, desde que algumas distinçõesbásicas sejam feitas acerca da noção de ser. Há na verdade, segundo Aristóteles, uma confusão em torno diferentes maneiras, ou seja, o modo de existência da substancia individual é diferente do das qualidades, quantidades, e relações, já que estas dependem das substancias. Aristóteles desenvolve tais distinções em seu tratado das categorias. A mudança só é considerada contraditória pelos monistasporque ela envolve o problema da identidade, é interpretada como equivalendo a dizer que o ser é e não é. Contudo, o verbo “ser” nem sempre expressa identidade, podendo ter um uso atributivo ou predicativo, designando uma característica do objeto. P. ex “Sócrates é sábio” (uso predicativo), o que consiste em um uso diferente de Sócrates é [ou existe] (uso existencial, todo objeto é igual a si mesmo,mas que não acrescenta nada ao conhecimento de Sócrates. A mesma estratégia argumentativa é usada por Aristóteles a propósito da noção de causa e do problema da causalidade ao introduzir sua teoria das Quatros causas, mostrando que os filósofos anteriores, por não terem feito essa distinção acabaram cometendo equívocos. Distingue assim quatro sentidos ou dimensões de causalidade:
1. Causaformal. Trata-se da forma ou modelo, que faz com que a coisa seja o que é. É a resposta à questão: o que é x
2. Causa material. É o elemento constituinte da coisa, a matéria de que é feita. Responde à questão: de que é feito x?
3. Causa eficiente. Consiste na fonte primaria da mudança, o agente da transformação da coisa. Responde à questão: por que x é x, ou o que fez com que c viesse a ser x?
4. Causafinal. Trata-se do objetivo, proposito finalidade da coisa. Responde à questão: para que x? a visão aristotélica é fortemente teleológica (do grego telos, finalidade), isto é, supõe que tudo na realidade possui uma finalidade. A natureza apresenta uma regularidade uma ordem e isso não pode ser obra do acaso: deve existir um proposito

3. Como Aristóteles caracteriza a sua noção de realidade? Noque consiste, para ele, o real?

No sistema aristotélico o saber teórico, que constitui a ciência como conhecimento da realidade, divide-se em:
1. Ciência geral, o que Aristóteles denomina da filosofia primeira, e que será posteriormente denominado de metafisica, consistindo na metafisica propriamente dita, ou ontologia, isto é, ciência do ser enquanto ser, do ser considerado em abstrato, as...
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