OBJETIVISMO

Páginas: 6 (1316 palavras) Publicado: 10 de agosto de 2013
 
Revista Tempo, Espaço e Linguagem (TEL), v.1, n.2, maio/ago. 2010, p.73-102
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Objetividade e subjetividade no conhecimento histórico: aoposição entre os paradigmas positivista e historicista
José D’Assunção Barros
Doutor em História (Universidade Federal Fluminense - UFF)Professor Adjunto da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Resumo:
Este artigo objetiva discutirquestões referentes à relação entreObjetividade e Subjetividade na operação historiográfica, examinando osparadigmas Positivista e Historicista, de modo a desenvolver uma análiseefetiva do problema. O Positivismo e o Historicismo são aqui expostos comoparadigmas antagônicos, e suas características principais são expostas emum paralelo comparativo.
Palavras-chaves:
Positivismo;Historicismo; Objetividade; Subjetividade.
Abstract:
This article aims to discuss issues on the relation between Objec-tivity and Subjectivity in the historiographic operations, by examining thePositivist and Historicist paradigms in order to develop a more effectiveanalysis of the issue. Positivism and Historicism are here displayed as an-tagonistic paradigms, and their main characteristics are exposed in acom-parative parallel.
Keywords:
Positivism; Historicism; Objectivity; Subjectivity.
Resúmen:
Este artículo tiene como objetivo discutir las cuestionesplanteadas a la relación entre objetividad y subjetividad en historiografía,examinando los paradigmas positivista y historicista, con el fin de desarrollar un análisis efectivo de este problema. El positivismo y el historicismo, seproponen aquí comoparadigmas antagónicos, y sus principalescaracterísticas son expuestas en un paralelo comparativo.
Palabras-clave:
Positivismo; Historicismo; Objetividad; Subjetividad.
Introdução
A questão da dicotomia entre objetividade e subjetividade no âmbito daHistória, como campo complexo de reflexão, impõe a confluência entre aFilosofia e a História-conhecimento, e não é à toa que dela têm participado comamesma seriedade os filósofos e os historiadores – estes últimos particularmente preocupados com aspectos epistemológicos, éticos e metodológicos que podemafetar mais especificamente o seu ofício, ou o que dele se espera de retorno para a sociedade. Desde os pensadores do período iluminista, como Vico, Herder,ou Kant, até historiadores e filósofos ligados às discussões da Hermenêuticasobreespecificidade da interpretação histórica – o que abrange um arco queinclui Droysen, Dilthey, Heidegger e Gadamer, entre outros – e até chegar a
 
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autores que questionam o próprio conceito de “realidade”, como Foucault, Veyneou Hayden White, abundam posições bastante diferenciadas sobre aquestão,que de resto tem ela mesma a sua própria história, os seus momentos deintensificação ou de esvaziamento.Historiadores diversos têm discutido a questão sobre distintos enfoques.Jörn Rüsen, por exemplo, procura iluminá-la, em um dos capítulos de sua
 Razãohistórica,
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em termos da oposição entre “partidarismo e objetividade”. Situa,em forma de indagações, e são muitas, as tensões que surgem entre osaspectosda cientificização da História e a sua função de orientação da vida prática. Queajustes surgem entre a subjetividade, ou mais especificamente o partidarismo – compreendido como aquilo que se refere aos posicionamentos mais práticos navida social, e que portanto corresponde à parcela mais visível da subjetividadedos atores envolvidos no processo de elaboração historiográfica – eumaobjetividade definida por Rüsen como intenção ou pretensão de alcançar umavalidade que vai para muito além dessa relação funcional com as posições deseus autores e leitores na vida social?
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De igual maneira, a questão daObjetividade atrai inevitavelmente outras para o campo de discussões, como ada verificabilidade do conhecimento histórico produzido, a da relação dohistoriador com as fontes (elas...
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