Notas de o Nascimento da Tragédia

Páginas: 7 (1602 palavras) Publicado: 17 de setembro de 2014
Notas de o Nascimento da Tragédia
1.
pag. 35

Mas também o triste e o melancólico.pag. 36

Pag. 37




pag. 38.
No mesmo capítulo descreveu-nos

Pag 39

Pag. 41

Termos de uma oposição central que toma como referência as divindades superiores da Antiguidade grega: Apolo e Diónisos. Os órficos foram os primeiros a ensinar que todos os deuses se resumiam a um só, emboraexistisse uma dupla crença em duas entidades universais: por um lado, Diónisos, aquele que apagava toda a mancha de pecado; por outro lado, Apolo, aquele que libertava do corpo, uma vez que todo o corpo é um túmulo. Em A Origem da Tragédia (1872), Nietzsche retoma esta dualidade, demonstrando que o apolíneo e o dionisíaco são conceitos antitéticos, mas de uma espécie dialéctica necessária à existência detodos os homens: "a evolução progressiva da arte resulta do duplo carácter do espírito apolíneo e do espírito dionisíaco, tal como a dualidade dos sexos gera a vida no meio de lutas que são perpétuas e por aproximações que são periódicas." (A Origem da Tragédia, 5ªed., trad. de Álvaro Ribeiro, Guimarães Ed., Lisboa, 1988, p.35). Nietzsche tentou mostrar que a transcendência extática dionisíaca foitão necessária aos helénicos como o melífluo culto apolíneo. Chega inclusive a retratar Diónisos como o mais impressionante símbolo do génio humano, sempre aspirando à transmutação, no que se opõe à auto-capitulação eternamente sofredora dos cristãos em sinal de mesura servil para com a divindade em troca de segurança e protecção.
         Apolo e Diónisos são os dois deuses superiores daepifania principal celebrada em Delfos. Parece terem formado uma aliança de soberania já que ambos são idolatrados, surgindo na vida extraordinária dos antigos gregos como o eterno conflito entre a noite e o dia, o claro e o escuro, a água e a terra, o ar e o fogo. Como forças contrárias, equivalem de certa forma à oposição Yin/Yang, se ao apolíneo fizermos corresponder o princípio Yang, sobretudo nassuas qualidades de celeste, penetrante, quente e luminoso; e ao dionisíaco o princípio Yin, como absorvente, frio e obscuro. No pensamento oriental, as duas forças ou princípios complementares abrangem todos os aspectos e fenómenos da vida tal como acontece no pensamento helénico com o espírito apolíneo e o espírito dionisíaco. Mas tais forças não são hoje, para a crítica pós-freudiana, tidas pormeras oposições: Apolo não foi simplesmente o Yang de Diónisos, mas antes um estado superiormente desenvolvido do estado dionisíaco. Nietzsche trata a dualidade do espírito grego apenas no campo conceptual, nunca em termos de experiência efectiva.
         Exemplo de poeta apolíneo é a portuguesa Sophia de Mello Braeyner Andresen, cuja poesia preserva e louva o mar, o Sol, as ruas, os caminhos,a música. Sophia segue Apolo porque este é o deus da luz, segundo a herança egípcia, pelo que a claridade imagética se tornou um símbolo da essência apolínea. Contudo, a divindade da luz por excelência também governava o mundo interior da imaginação. A função de Apolo era a de conceder forma e limite a este mundo, onde, por toda a parte, devia receber homenagem enquanto chefe das musas, tal como éintroduzido por Sophia em "Apolo Musageta" (Poesia I): “Eras o primeiro dia inteiro e puro / Banhando os horizontes de louvor” (Obra Poética I, Cículo de Leitores, Lisboa, 1992). Além disso, Apolo assegura a harmonia ou "medida suprema" do kosmos, que é afinal a sua mais importante característica, conforme viu Nietzsche: "à imagem de Apolo não deve faltar essa linha delicada, aquela que a visãoapercebida no sonho não poderá transpor sem que o seu efeito se torne patológico, porque então a aparência nos dará a ilusão de uma realidade grosseira: quero dizer, essa ponderação, essa livre serenidade nas emoções mais violentas, essa serena sabedoria do deus da forma." (Ibid., p.38). Portanto, a ordem apolínea e o refreamento emocional constituem, no poema de Sophia: “... o cânon eterno /...
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