Midias sociais, o novo nicho eleitoral do marketing político

Páginas: 20 (4802 palavras) Publicado: 7 de fevereiro de 2014
1 INTRODUÇÃO

As redes sociais têm assumido um papel cada vez mais influente em todo o mundo, desde a eleição do presidente Barack Obama até a queda do ditador egípcio Hosni Mubarak, o mundo tem olhado esse fenômeno com atenção. Hoje são as redes sociais, os primeiros veículos de mídia, a disseminarem a notícia, a explicitar os fatos, a exibir as provas.
O Brasil, naturalmente, não ficou foradisso. Aqui, as redes sociais foram protagonistas na realização de grandes articulações e mobilizações sociais, ocorridas no Brasil. A força das redes sociais já pôde ser percebida na disputada eleição de 2010, ocasião na qual os dois principais candidatos disputavam as intenções de voto e as pautas jornalísticas, tendo como origem, principalmente, o “Twitter”.
Recentemente, as redes sociaisderam mais uma demonstração de força, quando da mobilização pelos R$ 0,20 (vinte centavos), ocorrida em São Paulo, e que, depois, alastrou-se pelo País de forma difusa e incontrolável. Segundo a agência CNT de notícias: ”A maioria das pessoas que participou das recentes manifestações – 60,7% – tomou conhecimento por meio do Facebook, de acordo com a 114ª pesquisa CNT/MDA, divulgada nessa terça-feira(16). Bem mais atrás no ranking de comunicação, situam-se sites de notícias, com 38,5%, WhatsApp, 3,3%, E-mail, 2,5%, SMS, 2,5%, e outras redes sociais, como Twitter, 2,5%, e Instagram, 1,3%. “
Na opinião do Senador Clésio Andrade1, isso reflete uma mudança de paradigma. “A gente percebe que o marketing nas redes sociais, por meio das próprias pessoas, tem um peso muito superior ao marketingtradicional”, afirma. Para ele, as redes sociais continuarão com forte atuação.
É justamente desse novo fenômeno que tratamos aqui, sobretudo, de como a utilização das redes sociais tem despertado a atenção dos profissionais do marketing, a ponto de tratarem as redes sociais não mais como mero fenômeno tecnológico e abstrato, mas como um importante nicho eleitoral, cuja compreensão é fundamental parao conquista do voto.
2 O INÍCIO DE TUDO
Desde a campanha de Barak Obama, em 2008, o mundo político tem olhado com mais atenção para as redes sociais. Um senador desconhecido, afro-americano, nascido no Havaí, e, como se não bastasse, de sobrenome árabe, disputava as prévias com nada menos do que Hillary Clinton, mulher do ex-presidente Clinton.
Se um eremita recolhido em cavernosa solidãoresolvesse visitar a civilização e lhe fosse pedido que analisasse o parágrafo acima, estou certo que responderia: “Barak Obama não tem chance.”. Ocorre que, estando afastado do mundo civilizado, o eremita não teria como saber sobre o fenômeno das redes sociais, e - não existe dúvida - esse fenômeno foi o maior trunfo de Obama.
No livro “A Virada no Jogo – como Obama chegou à Casa Branca”, deautoria dos jornalistas John Heilemann e Mark Halperin, resta evidente o erro de julgamento da equipe de marketing de Hillary, quando dissertam:
“ Quanto a Obama, Hillary mal conseguia conceber que ele estava na corrida. Tentou ajudá-lo, esteve ao seu lado. Todo o partido havia se unido a ele, tirando-o da obscuridade, dando-lhe uma chance de se tornar algo especial... Hillary partia do princípio deque, com o tempo o partido acabaria por encará-lo pelo que ele na realidade era: infinitamente promissor, mas, por enquanto, ingênuo, inexperiente e sem substância.” Heilemann e Helpern – 2013 – p.101
No julgamento da equipe de campanha de Hillary, quase tudo estava perfeito; eles só não contavam com o fenômeno que se aproximava: A grande e irresistível força da internet e suas cativantes redessociais. Foi um erro fatal.
No Brasil, em 2010, as redes sociais já se mostraram importantes na campanha à presidente, onde os dois personagens principais, Dilma e Serra, protagonizaram uma verdadeira batalha pelo voto. Àquela época, o “Twitter” dominava o ambiente virtual com suas mensagens rápidas de 140 caracteres, e o “Orkut” perdia fôlego para o recém-chegado “Facebook”. Mais uma vez o...
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