micobacterium leprae

Páginas: 7 (1514 palavras) Publicado: 10 de dezembro de 2014
Mycobacterium leprae
Mycobacterium leprae ou bacilo-de-hansen é uma actinobactéria, responsável pela hanseníase (lepra). Esta bactéria com forma de bacilo é identificada apenas com uma técnica especialmente agressiva, a técnica de Ziehl-Neelsen.
A M. leprae, tal como a M. tuberculosis, é de crescimento extremamente lento quando comparado com o de outras bactérias. Ambas são parasitasintracelulares obrigatórios.
A micobactéria parasita os macrófagos e as células de Schwann que formam a mielina dos nervos periféricos. A destruição da mielina leva à disfunção dos nervos, isto faz com que a pessoa perca o tato.
O sistema imunitário reage eficazmente às micobactérias pela formação de granulomas. O tipo de reação imunitária ao M. leprae é extremamente importante na progressão dalepra. Esta bactéria sobrevive à fagocitose e multiplica-se inclusivamente dentro dos macrófagos. Se houver uma reação TH1, citotóxica, com formação de granulomas sequestradores da bactéria e com destruição dos macrófagos infectados, a doença torna-se quase benigna e não é capaz de progredir: é a lepra tuberculóide. Se, no entanto for ativada uma resposta TH2, com produção de anticorpos, não háformação de granulomas e a bactéria dissemina-se, surgindo à lepra típica, ou lepra lepromatosa. Quando isso ocorre, as bactérias passam a atuar no sistema nervoso central.

FATORES DE VIRULÊNCIA E PATOGENICIDADE

 O início da Hanseníase é insidioso. As lesões afetam os tecidos mais frios: pele, nervos superficiais, nariz, laringe, faringe, olhos e testículos. As lesões cutâneas podem ocorrer naforma de lesões musculares pálidas e anestésicas, de 1 – 10 cm de diâmetro; nódulos infiltrados eritematosos, difusos ou distintos, de 1 – 5 cm de diâmetro; ou infiltrações difusas de pele. Os distúrbios neurológicos manifestam-se em forma de infiltrações e espessamento dos nervos, com consequente anestesia, neurite, parestesia, úlceras tróficas, reabsorção óssea e encurtamento dos dedos. Adesfiguração em decorrência da infiltração da pele e do comprometimento dos nervos nos casos não-tartados pode ser extrema.
A doença é dividida em dois tipos principais: lepromatosa e tuberculóide, com vários estágios intermediários. No tipo lepromatoso, a evolução é progressiva e maligna, com lesões cutâneas nodulares, acometimento simétrico e lento dos nervos, número abundante de bacilos Álcool –ácidos – resistente nas lesões cutâneas, bacteremia contínua e teste cutâneo negativo com lepromid (extrato de tecido lepromatoso). Na pele lepromatosa a imunidade celular encontra-se acentuadamente deficiente, e a pele é infiltrada pelas células T supressoras do tipo tuberculóide, a evolução é benigna e não progressiva, com lesões cutâneas musculares, acompanhamento assimétrico e grave dos nervos deinício súbito, com pequenos números de bacilos presentes nas lesões e teste cutâneo positivo com lepromina. Na lepra tuberculóide a imunidade celular está intacta e a pela é infiltrada por células T auxiliares. 

EPIDEMIOLOGIA
 
O homem é considerado a única fonte de infecção da hanseníase. O contágio dá-se através de uma pessoa doente, portadora do bacilo de Hansen, não tratada, que o eliminapara o meio exterior, contagiando pessoas susceptíveis.
A principal via de eliminação do bacilo, pelo indivíduo doente de hanseníase e a mais provável porta de entrada no organismo passível de ser infectado são as via aéreas superiores, o trato respiratório. No entanto, para que a transmissão do bacilo ocorra, é necessário um contato direto com a pessoa doente não tratada.
O aparecimento dadoença na pessoa infectada pelo bacilo, e suas diferentes manifestações clínicas, dependem dentre outros fatores, da relação parasita / hospedeiro e pode ocorrer após um longo período de incubação, de 2 a 7 anos.
A hanseníase pode atingir pessoas de todas as idades, de ambos os sexos, no entanto, raramente ocorre em crianças. Observa-se que crianças, menores de quinze anos, adoecem mais...
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