Marx e a democracia: debate com os socialistas utópicos e perspectiva teórica acerca da sociedade burguesa e capitalista

Páginas: 5 (1125 palavras) Publicado: 2 de maio de 2013
Marx e a democracia: debate com os socialistas utópicos e perspectiva teórica acerca da sociedade burguesa e capitalista
Débora Wobeto

A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas de classes. (...) A sociedade burguesa moderna, que brotou das ruínas da sociedade feudal, não aboliu os antagonismos de classes. Não fez senão substituir novasclasses, novas condições de opressão, novas formas de luta às que existiram no passado. (...) Vemos, pois, que a própria burguesia moderna é o produto de um longo desenvolvimento, de uma série de revoluções no modo de produção e de troca. (...) A burguesia, desde o estabelecimento da grande indústria e do mercado mundial, conquistou, finalmente, a soberania política exclusiva no Estado representativomoderno. O governo moderno não é senão um comitê para gerir os negócios comuns de toda a classe burguesa.
(Marx e Engels, Manifesto do Partido Comunista)

O  âmago do estudo de Karl Marx sempre foi a luta de classes. Ele, junto com Friedrich Engels, desenvolveu um conjunto de idéias que abalariam as estruturas filosóficas, econômicas e políticas da sociedade, colocando por fim, o proletariado nopoder. Marx era admirador de Hegel – pensador utópico dos séculos XVIII e XIX, um dos criadores de idealismo alemão e que teve grande influência no desenvolvimento dos escritos de Marx e na ideologia que viria a se chamar de ‘Marxismo’.
Para Marx, não é o Estado que funda a sociedade e a caracteriza como tal e sim o trabalho. Consciência esta, adquirida de seu mestre Hegel – que entendia otrabalho não apenas como um fator meramente econômico, mas também um meio social de relação através do qual o indivíduo se relaciona com os demais na sociedade, seja na produção de algum bem ou então na aquisição e no pagamento deste, ou seja, Hegel atribuía também um sentido filosófico ao trabalho, incluindo por meio deste o homem no contexto social.
A filosofia, como sabemos, é o meio racional deentendimento e de ação pelo qual o homem rege sua vida. Nesta posição, Marx difere de Hegel no aspecto trabalho, afinal, via que as relações que o trabalho propiciava eram independentes da vontade do sujeito, ou seja, a suposta vontade do indivíduo estava condicionada à estrutura social sobre a qual a sociedade vinha se alicerçando, caracterizando assim a alienação, que Hegel considerava algoimportante e positivo.
A explosão do capitalismo no Séc XIX teve como mais forte característica a fragmentação do trabalho, isto é, as etapas de produção foram divididas e cada parte passou a existir sozinha para o trabalhador, que já não consegue mais se reconhecer no todo – e sim – desenvolve apenas uma parcela do produto, e por consequência, desenvolve apenas uma parcela de suas habilidades epotencialidades.
A divisão do trabalho propiciou a produção em larga escala e de forma mais otimizada, o que resultou num volume maior produzido e assim um aumento nos lucros, foco central e alavancador do capitalismo. Essa visão colocou o homem na posição de máquina – sendo também controlado por esta – excluindo qualquer possibilidade de posicionamento próprio em relação ao que realiza e o tornandoapenas parte de uma engrenagem que não pode parar.
A lógica capitalista instaurou também uma exploração camuflada, já que, diferente do trabalho escravo, oferece uma remuneração em contrapartida aos serviços prestados. Porém, sob a ótica do sujeito produtor, essa remuneração não condiz com o valor por ele produzido. Isto é, o indivíduo acaba sendo apenas uma peça que produz um valor inacessível asua condição. Por exemplo, na industria automobilística (surgida na segunda revolução industrial e ainda presente atualmente) os funcionários produzem um certo número de automóveis durante sua jornada diária, o que ao final do mês se torna um acumulo considerável, porém, o salário que recebem é percentualmente muito menor do que o preço que pagariam por um carro que eles mesmos produziram, ou...
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