Lab8 Triac V1p1 1

2419 palavras 10 páginas
INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA
DIVISÃO DE ENGENHARIA ELETRÔNICA
DEPARTAMENTO DE ELETRÔNICA APLICADA
ELE-59 – Circuitos de Chaveamento
Prof.: Alexis Fabrício Tinoco S.

DIAC E TRIAC
1. INTRODUÇÃO

O DIAC (Diode AC) e o TRIAC (Triode AC), em contraste com o SCR, são tiristores bidirecionais, ou seja, capazes de bloquear ou conduzir uma corrente nos dois sentidos. O funcionamento do DIAC e do TRIAC, contudo depende também do “princípio” do emissor curto-circuitado.

(a)
(b)
Figura l - Símbolos, convenções e características V-I do: (a) DIAC e (b) do TRIAC. Nesses dispositivos não tem sentido falar em anodo e catodo.

No DIAC é desnecessário dar denominações para os terminais porque, em teoria, o dispositivo e completamente simétrico. Na prática existe alguma assimetria, o que em geral é indesejável.
No TRIAC os terminais são denominados: MTl - Terminal principal no l; MT2- Terminal principal no 2 e G porta. Sendo que o terminal MT1 é tomado como referência.

2. DIAC
O DIAC pode ser visto como a justaposição de duas estruturas PNPN em ordens inversas (PlN1P2N2 e
P2NlPlN3). Cada estrutura é responsável pela condução num sentido, quando disparada.
Aplicando-se ao dispositivo uma tensão com a polaridade indicada na figura 2 a estrutura que está apta a conduzir é PlNlP2N2. Nessa hipótese, na região de bloqueio, a junção J1 está diretamente polarizada e a J2, inversamente polarizada, sendo essa a junção responsável pelo bloqueio. A junção J4 esta ligeiramente polarizada no sentido inverso devido à queda ôhmica na região P1 resultante da passagem de uma pequena corrente de fuga pelo dispositivo. Essa corrente ao atingir a região P2 se bifurca em 2 componentes: uma que atravessa lateralmente a região P2 até atingir 0 contacto metálico e outra que atravessa a junção J3, diretamente polarizada.

V. 1.1 – Fev. 2006

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A polarização direta dessa junção é uma conseqüência da resistividade não-nula do material da região P2: a passagem de uma corrente (lateral) e

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