Língua Brasileira de Sinais

Páginas: 9 (2197 palavras) Publicado: 5 de novembro de 2013

Língua Brasileira de
Sinais - Libras

Margarida Maria Teles,
Verônica dos Reis Mariano Souza.



1. VISÃO HISTÓRICA DA LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA


OBJETIVO

Ao final desta aula, o aluno deverá: analisar comparativamente as diferentes abordagens educacionais no processo de educação das pessoas surdas.


A história da Língua de Sinais está implícita na concepção de educaçãodas pessoas surdas ou deficientes auditivas, influenciadas por médicos e religiosos num contexto político e sociocultural, ao longo dos séculos. De acordo com Russo e Santos (1993): Deficiência auditiva pode ser definida como a redução ou perda total da capacidade de detecção do som de acordo com padrões estabelecidos pela American National Standards Institute (ANSI,1989), expresso pelo Zeroaudiométrico (0 dB NA (Db-decibéis, NA-nível de audição)), refere-se aos valores de níveis de audição que correspondem à média de detecção de sons em várias frequências, por exemplo: 500 Hz,1000 Hz, 2000 Hz e 3000Hz. Considera-se, em geral, que a audição normal corresponde à habilidade para detecção de sons até 25 dBNA e a surdez quando a perda de audição é profunda (maior que 91 dB NA), incapaz dedesenvolver a linguagem oral.
Durante a antiguidade até o século XV, os surdos foram tratados como seres primitivos, incompetentes e imperfeitos, castigados pelos Deuses. Sendo assim, como consequência eram abandonados, excluídos dos direitos sociais e não podiam ser educados. Nesse período, era comum a eugenia, ou seja, eliminação das pessoas deficientes, malformadas ou as muito doentes, para controlesocial, visando a melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente.
As primeiras controvérsias em relação à forma de comunicação dos surdos são evidenciadas pelas afirmações de Aristóteles o qual acreditava que o pensamento só seria concebido através da palavra falada, negando aos surdos a possibilidade de instrução.
“[...] Ensinava que os que nasciamsurdos, por não possuírem linguagem, não eram capazes de raciocinar [...]” (SOARES,1999,p.17). Enquanto Sócrates
(em 360 A.C.), declarou que “era aceitável que os Surdos comunicassem com as mãos e o corpo”(Ibid., p 18). Vale ressaltar o pensamento de Santo Agostinho que acreditava que “os Surdos podiam se comunicar por meio de gestos, que, em equivalência à fala, eram aceitos quanto à salvaçãoda alma”, mas, foi John Beverley (700 d.C.) que ensinou um surdo a falar pela primeira vez, considerado como o primeiro educador de surdos.
Somente a partir da Idade Moderna que começou a se distinguir surdez de mudez, surgindo indícios das três abordagens filosóficas na educação dos surdos: o gestualismo (uso de sinais), o oralismo (língua na modalidade oral, “fala/som”) e o método combinado(sinais, treino da fala e leitura labial). Essas abordagens utilizadas pelos primeiros educadores serviram inicialmente para ensinar filhos dos nobres a conseguirem privilégios legais. (LACERDA, 1998).
Segundo Soares (1999) e Moura (2000), a seguir, se encontram descritas as principais abordagens filosóficas e seus respectivos defensores:

2. ABORDAGENS
DEFENSORESOralismo: defende o aprendizado da língua oral, com o objetivo de aproximar os surdos ao máximo possível do modelo ouvinte.
Gerolamo Cardano (Médico Italiano, 1501-1576):
Interessou-se mais pelo estudo do ouvido, nariz e cérebro, escreveu a condução óssea do som. Segundo ele, a escrita poderia representar os sons da fala e do pensamento e a surdez não alterava a inteligência.

Juan Pablo Bonet(Espanhol. 1579-1629):
Baseado nos trabalhos de León escreveu sobre as maneiras de ensinar os surdos a ler e a falar por meio do alfabeto manual e proibia o uso da língua gestual.

Johann Conrad Ammam (Médico Suíço,1669-1724):
Defensor da leitura labial; com o uso de espelhos, descobriu a imitação dos movimentos da linguagem, como também a percepção através do tato das vibrações da laringe....
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