Jean Paul Sartre

Páginas: 7 (1571 palavras) Publicado: 8 de agosto de 2013
Jean Paul Sartre

Sartre nasceu em 1905 na cidade de Paris,França. Após uma infância marcada pela morte prematura de seu pai,a importante tarefa de orientá-lo coube ao seu avô. Acabou o colegial na escola Lycée Henry IV em Paris. Depois de dois anos de preparação, conseguiu sua entrada na prestigiosa Ecole Normale Supérieure,onde,de 1924 a 1929 teve contato com Simone de Beauvoir, MauriceMerleau-Ponty e outras pessoas notáveis. Depois de ensinar filosofia em uma escola técnica,recebeu a permissão para estudar no French Institute em Berlim,onde descobriu a fenomenologia em 1933 e escreveu The Transcendence of the Ego. Sua investigação fenomenológica sobre a imaginação foi publicada em 1936 e Theory of Emotions dois anos depois.Durante a Segunda Guerra Mundial,Sartre escreveu sobreexistencialismo na obra Being and Nothingness e ensinou sobre o trabalho de Heidegger em um campo de concentração.Being and Nothingness foi publicado em 1943 e Existentialism and Humanism em 1946.Nas décadas 50 e 60 do século passado,Sartre viajou para a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas(URSS),Cuba,e envolvido para promover as ideias marxistas. Condenou a invasão da URSS à Hungria eTchecoslováquia,discursou contra a política francês na Argélia.Em 1964,ele rejeitou o prêmio Nobel de Literatura.Em 1977,ele alegou não ser mais marxista,mas sua atividade política continuou até sua morta em 1980.
A fase inicial de seu trabalho é caracterizado pela análise fenomenológica envolvendo sua própria interpretação do método de Husserl. No cerne dessa metodologia está o conceito de que aconsciência é intencional.Sartre imprime sua própria marca apresentando a consciência como algo transparente. Seu distinto desenvolvimento fenomenológico do de Husserl pode ser caracterizado pela metodologia de Sartre,sua visão do ego e sobre a ética.
Na obra Sketch for a Theory of the Emotions,Sartre substitui a tradicional visão de passividade da nossa emoção natural por uma na qual o sujeito temparticipação ativa nas suas experiências emocionais. A consciência espontânea toma posse da situação que caracteriza uma emoção,envolvendo o que Sartre descreve como uma mágica transformação da situação vivida. Confrontado com um objeto que posa um problema insuperável,o sujeito tenta vê-lo diferentemente,como se fosse magicamente transformado. Deste modo,um iminente perigo extremo pode causar umdesmaio de forma que o objeto do meu medo não esteja mais no domínio da minha consciência.
Os pensamentos de Sartre também diferem de Husserl na importante questão do ego. Sartre propõe observar o ego como uma unidade produzida pela consciência. Sartre se opõe à visão,que é defendida pelos seguidores de Freud,defendendo que são fatores psicológicos que estão por trás da captura da nossaconsciência e dessa forma,são fortes desculpas para justificar certas formas de comportamento.
Pode-se, lançar críticas em torno do campo ético, ou da falta de ética, no caso. Sartre nos aponta que devemos sim, evitar o mal, não abrindo mão das boas condutas, guiadas pela consciência do bem agir, ao contrário da moral religiosa, que marca o homem, sob a forma dos sagrados mandamentos. A existência de Deus édesprovida de sentido, para Sartre, pois, se todos somos existências, não há nada que existe a priori, e enquanto humanos, somos seres imersos na continuidade do devir. Ora, se nada nos precede, não há como elucidar uma natureza humana, percebemos aqui, e com um certo pesar, que somos seres da angústia, essa, oriunda do desamparo no mundo, percebemo-nos assim, sós.
A estratégia de comunicaçãoindireta foi instrumento dos existencialistas desde Kierkegaard,que adotaram pseudônimos nos seus escritos filosóficos no começo do século dezenove. O ponto é comunicar um sentimento e uma atitude que o leitor adota nos quais temas como angústia,responsabilidade ou má-fé são sugeridos,mas não ditados como em uma leitura. Perguntado porquê suas peças eram representadas apenas nas sessões burguesas...
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