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6. “Agora, já fazem cinco anos que trabalho nessa área”.
Faz cinco anos. Quando o verbo “fazer” indica tempo, ele é sempre impessoal – faz um ano, e faz cem anos.

7. “Mas não terminei o curso por causa que decidi seguir outra carreira”.
Porque decidi. “por causa que” é mais do que errado – nem sequer existe.

8. “Espero que eu seje aprovado. Preciso de trabalhar”.
Dois erros inadmissíveis de uma só vez. O primeiro é a conjugação “seje”, que não existe no português. Espero que eu seja aprovado é o correto. O outro erro grave é de regência. “Precisar” é um daqueles verbos cheios de truques: conforme o significado, requer ou dispensa preposição. No sentido de ter necessidade e seguido de verbo no infinitivo, ele não aceita preposição: preciso trabalhar.

9. “Tenho certeza de que, se eu dispor de uma boa equipe, poderei trazer mais clientes para a companhia.”
Se eu dispuser é o correto. Como no item , os verbos derivados de ter, vir e pôr não podem ser conjugados de forma regular. Por exemplo: se ele vier, jantaremos. E, se eu intervier, essa briga vai acabar.

10. “Qualquer coisa que passem para mim fazer, eu entrego no prazo”.
Para eu fazer. Antes de verbo, nunca se usa o pronome oblíquo. Só o pessoal é permitido.
(Fonte: revista VEJA, Ed. 2177 de 11 de agosto de 2010)

Chafi Haddad
Coordenador do Núcleo de Extensão
Professor de Inglês do Curso de Letras
UNIPAC de Uberaba
10 ERROS DE PORTUGUÊS QUE ACABAM COM QUALQUER ENTREVISTA DE EMPREGO

1. “Deixei meu emprego porque houveram algumas dificuldades na empresa em que eu trabalhava”.
Houve dificuldades. Haver, no sentido de existir, é impessoal e não admite flexão em hipótese alguma.

2. “Ela estava meia ameaçada de falência”.
Meio ameaçada. Os advérbios são invariáveis. Não têm, portanto, concordância de gênero.

3. “Inclusive, o chefe reteu meu último pagamento”.
O chefe reteve. “Reter” deve seguir a conjugação do verbo do qual é derivado, “ter”.

4. “Aliás, estudei na mesma faculdade

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