homo economicus na origem do consumismo modern

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homo economicus ou o homem econômico é uma ficção, formulada segundo procedimentos científicos do século XIX que aconselhavam a fragmentação do objeto de pesquisa para fins de investigação analítica.
Os economistas assumiram que o estudo das ações econômicas do homem poderia ser feito abstraindo-se as outras dimensões culturais do comportamento humano: dimensões morais, éticas, religiosas, políticas, etc., e concentraram seu interesse naquilo que eles identificaram como as duas funções elementares exercidas por todo e qualquer indivíduo : o consumo e a produção.
O homo economicus nada mais é do que um pedaço de ser humano, um fragmento, um resto, a sua parcela que apenas produz e consome, segundo "leis" deduzidas da observação, cujo único critério de verdade apoiava-se na evidência.

ELLUL- O HOMEM ECONOMICO
Ellul fala que a transformação da técnica, também transformou o homem. Segundo ele o conceiro de homem economico surgiu com o liberalismo, quando houve a liberdade de iniciativa económica, na livre circulação da riqueza, na valorização do trabalho humano e na economia de mercado (defesa da livre concorrência, do livre cambismo e da lei da procura e da oferta como mecanismo de regulação do mercado), ou seja, não intervenção do governo na economia.
Ele afirma que vários autores trataram do conceito de homem econômico, mas que o homem econômico que o interessava não era aquele dos livros, mas sim o de carne, que era e é, cada vez mais atingido pelo avanço da técnica. O autor afirma ainda que os economistas falam de um home abstrato, filosoficamente concebido, de imagem histórica, mas não fala do homem atual, isso porque eles tememos encontrar neste homem atual nossa própria imagem.
Esse homem econômico real surge na metade do século XIX, quando ele é realmente inserido no processo de produção econômica, apenas como objeto deste processo, não sendo considerada nenhuma outra outra atividade do indivíduo.
Isso porque, neste momento o dinheiro passa a ter

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