Guerra otomana

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Há cem anos o mundo testemunhou o que seria uma de suas mais tristes lembranças, até hoje lembrado. Com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando de Habsburgo, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, pelas mãos do jovem ativista Gavrilo Princip, integrante do movimento “Jovem Bósnia”, em Saravejo, deu-se o início da maior guerra da história - e este seria apenas o primeiro de muitos conflitos internacionais que se assistiria.
Dez décadas depois do fim da Primeira Guerra, porém, o mundo ainda vive consequências daquele primeiro evento. Duros confrontos e crises entre países vizinhos mostram o pouco que foi aprendido, e a persistência dos mesmos erros e motivações. Segundo estudiosos ouvidos pelo O POVO, o interesse econômico e a busca pelo poder são os fatores que dão origem a estes conflitos.
Para a doutora Sylvia Lenz, professora de História Moderna e Contemporânea da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, a economia sempre motivou conflitos semelhantes, através da busca pelo petróleo, gasoduto, assim como regiões consideradas estratégicas – países do Oriente Médio – e, mais recentemente, pelo domínio geoenergético. “A luta pelo poder parece-me um vício, ela sempre vai existir. Infelizmente não aprendemos nada com a Primeira Guerra Mundial. Os interesses econômicos estão além da política”, afirma a estudiosa.

Ainda no século XIX, a política que dividiu o domínio sobre a África e a Ásia, por parte dos países europeus, desagradou alemães e italianos, que ficaram de fora da partilha que possibilitava um neocolonialismo nos dois continentes. Importantes regiões para a exploração de matérias-primas, contudo, ficaram nas mãos dos ingleses e franceses, que, ao longo da Guerra, se aliariam aos russos para formar a Tríplice Entente. Além de Alemanha e Itália, o Império Austro-Húngaro integrou outro grupo, conhecido como a Tríplice Aliança.
“À medida que os países se configuram como poderio econômico, eles entendem e se acham no direito de ter uma

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