FICHAMENTO HOBSBAWM, Eric. A Era Das Revoluções 

Páginas: 6 (1311 palavras) Publicado: 20 de maio de 2014
Florianópolis 05/2014
HOBSBAWM, Eric. A Era Das Revoluções 


Neste capítulo é feita uma análise do que ele considera ideologia secular, que se dá a partir da revolução dupla. verifica-se um crescimento constante de pensamentos relacionados com a natureza da sociedade. Pensando sobre isso havia dois tipos básicos de opinião, uma que acreditava no progresso e outra que não.
Até 1789, aformação mais poderosa e adiantada dessa ideologia de progresso tinha sido o clássico liberalismo burguês. Era uma filosofia estreita, que encontrou seus mais puros personagem na Grã-Bretanha e França. Seus idealizadores acreditavam na capacidade da razão em compreender e solucionar todos os problemas. Para eles, o mundo humano era constituído de átomos individuais que buscavam suas própriassatisfações diminuindo seus desprazeres. Na busca pela vantagem pessoal os homens acabavam sendo forçados a entrar em contato com outros indivíduos estabelecendo um complexo de acordos úteis que formava a sociedade e os grupos políticos. O homem do liberalismo clássico era um animal social somente na medida em que se encontrava em grande número. A felicidade era o supremo objetivo de cada um e a maiorfelicidade ao maior número de pessoas era o objetivo da sociedade
Além do direito de utilidade, conferido à propriedade privada e à liberdade individual e de empresa, foi constituído um direito natural do homem. A base dessa ordem natural era a divisão social do trabalho. Podia ser cientificamente provado que a existência de uma classe de capitalistas donos dos meios de produção beneficiava atodos, inclusive aos trabalhadores que se alugavam aos seus membros. O progresso era, portanto, tão natural quanto o capitalismo. Se fossem removidos os obstáculos artificiais que no passado lhe haviam sido colocados, se produziria de modo inevitável; e era evidente que o progresso da produção estava de braços dados com o progresso das artes, da ciência e da civilização em geral.
Em um determinadomomento essa ideia começou a falhar os verdadeiros resultados sociais e econômicos do capitalismo provaram ser menos felizes do que tinham sido previstos. Naturalmente, ainda se poderia sustentar que a miséria dos pobres que estava condenada a se prolongar até a beira da extenuação, ou a padecer com a introdução das máquinas, ainda se constituía na maior felicidade do maior número de pessoas,número que simplesmente resultou ser muito menor do que poderia se esperar.
No continente europeu, os liberais práticos se assustavam com a democracia política, preferindo uma monarquia constitucional com sufrágio adequado ou, em caso de emergência, qualquer absolutismo ultrapassado que garantisse seus interesses. Os descontentamentos sociais, os movimentos revolucionários e as ideologiassocialistas do período pós-napoleônico intensificaram esse dilema, e a revolução de 1830 tornou-o mais agudo. O liberalismo e a democracia pareciam mais adversários do que aliados.
Enquanto a ideologia liberal perdia assim sua confiança original, uma nova ideologia, o socialismo, voltava a formular os velhos princípios do século XVIII. A razão, a ciência e o progresso eram suas bases firmes. O quedistinguia os socialistas de nosso período dos paladinos de uma sociedade perfeita de propriedade comum era a aceitação incondicional da revolução industrial que criava a verdadeira possibilidade do socialismo moderno.
A economia política argumentava, que o trabalho representava a fonte de todo o valor, porém a realidade era outra o capitalista se apropriava em forma de lucro – do excedente que otrabalhador produzia além daquilo que ele recebia de volta sob a forma de salário. De fato, o capitalista explorava o trabalhador. Era necessário eliminar o capitalista para que fosse abolida a exploração.
No período de formação do socialismo os salários decrescentes, o pesado desemprego tecnológico e as dúvidas sobre as futuras possibilidades de expansão da economia eram simplesmente muito...
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