Ficha de Leitura MARCONDES FILHO, Ciro. Até que ponto, de fato, nos comunicamos? São Paulo: Paulus, 2007.

Páginas: 6 (1481 palavras) Publicado: 2 de outubro de 2014
FICHA DE LEITURA
MARCONDES FILHO, Ciro. Até que ponto, de fato, nos comunicamos? São Paulo: Paulus, 2007.

“Há algo errado no mundo das comunicações. Em nossa época atual não se fala em outra coisa. Comunicar é um imperativo, uma ordem. Todos têm de se comunicar. (...) Há todo esse mundo de aparelhinhos, aparelhos grandes, máquinas, torres, canais, fibras ópticas para nos facilitar eproporcionar o contato com o outro e com grandes comunidades. Tudo à nossa disposição para que possamos comunicar, mas não nos comunicamos.” (p.8)

“As pessoas inventam, vendem, usam todas essas máquinas possíveis para comunicar exatamente porque mal conseguem entender ou sentir junto com esse outro as coisas que ela ou ele sentem.” (p.8)

“Estamos todos mudos, apenas pronunciando repetidamente,viciosamente, as mesmas falas. Em verdade quase não falamos nada.” (p. 9)

“Por isso, não se pode aceitar cegamente o que dizem as mensagens publicitárias, os jornais, a voz do povo quando falam que hoje em dia nos comunicamos muito mais do que em outras épocas. A intenção deste livro é defender a tese oposta de que não nos comunicamos ou de que nos comunicamos, em verdade, muito pouco e em rarasocasiões.” (p.10)

“A comunicação, em Proust, tem mais a ver com solidão do que com unidade enquanto realização do ser. Não há “corações em sintonia”; a comunicação íntima e profunda, a reciprocidade entre duas pessoas é uma miragem. O que existe é a incomunicabilidade que se revela na solidão e no mistério.” (p. 13)

“Mas por que Proust acha que a comunicação é impossível? Parece-nos, aocontrário, que há certas circunstâncias humanas em que de fato ocorre a comunicação. São situações muito particulares, mas plenas de significação (...) Além disso, a comunicação efetiva-se, de fato, por procedimentos indiretos, paralelos, mesmo subterrâneos.” (p. 14)

“Comunicação tampouco é instrumento, mas, acima de tudo, uma relação entre mim e o outro ou os demais. Por isso ela não se reduz àlinguagem, menos ainda à linguagem estruturada e codificada numa língua.” (p. 16)

“A busca da não-natureza das coisas mas de sua função ( a ênfase não no que a coisa é, mas em como ela se verifica) fundamentou o moderno funcionalismo ; (...) A desconexão lógica com o mundo real e suas questões tornou-se a base do estruturalismo linguístico moderno.” (p. 25)

“ Há um jogo constante: nãomoldamos a linguagem a bel-prazer , mas esta tampouco opera sem sujeito. No duplo, as contradições se neutralizam.” (p 36)

“Mais tarde, já no século XX, o pensamento marxista, até então voltado apenas à econômica política, teria, após a Revolução de Outubro, um novo salto com George Lukács, quando este escreveu em sua História e consciência de classe que o marxismo deveria se estender para aquestão da cultura. Desse contexto surgiu a teoria crítica da sociedade , composta por intelectuais alemães da escola de Frankfurt, especialmente Theodor Adorno e Walter Benjamin.” (p. 37)

“Por fim, no século XX, a filosofia desdobra-se em correntes que retomam as antigas fórmulas ou que fundem tendências. Há uma busca generalizada de cientificidade nos filósofos.” (p. 38)

“ O desenvolvimento doempirismo nos Estados Unidos assume a forma de pragmatismo: a experiência não é apenas a fonte do conhecimento, mas é abertura para o futuro.” (p. 40)

“ Por fim, as tendências da filosofia da linguagem procuraram “depurar” a linguagem de todos os atributos históricos, culturais e sociais, vendo-a como uma coisa.” (p. 41)

“O que é efetivamente decisivo está fora da linguagem, pois estapertence rigidamente ao campo das lógicas precisas.” (p. 42)

“Uma palavra não é só uma palavra, ela produz, ao ser pronunciada, algo de novo, inesperado, estranho que se acrescenta a ela. Trata-se de algo criado apenas naquele momento específico, que se instala lá dentro que toma corpo dentro das palavras.” (p. 53)

“O grande teórico da linguística moderna, Ferdinand de Saussure, fala que a...
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