enfermagem

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Um dos aspectos mais importantes a se reconhecer na questão da conquista e dominação dos índios americanos refere-se à catequese. A catequese é entendida como toda ação pastoral da igreja: doutrinação, práticas devocionais, o próprio comportamento dos cristãos. Gostaria de discutir com vocês como a catequese sempre esteve a serviço do rei, seja da Espanha, seja de Portugal. A religião, nesse momento histórico, era uma expressão cultural, de necessidade, e a catequese dos índios atendia a essa característica, objetivando, com toda certeza, europeíza-los. Isso implicava em arranjar para eles um lugar dentro da sociedade européia. Aparentemente, os índios não tinham a capacidade de distinguir a diferença dos diversos gestos sociais. Recebiam o impacto da colonização como uma totalidade que os retirava de seu sossego e os colocava em nova situação, exigindo-lhes trabalho braçal, participação nas guerras, mudanças de costumes, adesão ao cristianismo.
Trazendo essa situação para o caso específico do índio brasileiro, podemos afirmar que no contexto português quinhentista de unidade originária entre a fé e o poder político – este se identificando também com a direção dos negócios econômicos – compreende-se que a pregação da religião tenha feito parte de um conjunto de recursos usados para a consecução dos objetivos do governo português.
A catequese serviu de instrumento para a imposição dos usos e costumes portugueses. O índio, em todos os sentidos, sofreu a ação: teve voz passiva porque as forças adversas eram incomparavelmente maiores. Ele sabia, na carne, que costumes novos representavam a destruição da sua tradição.
O Jesuíta, encarregado do ministério da salvação junto aos índios, veio mandado pelo príncipe, irmanado aos homens do governo, aos projetos do governo à ideologia do governo. Sua salvação vinha do alto, em duas instancias: a divina e a régia / real. A crença na indissociabilidade das duas moldou os resultados de todo o trabalho dos jesuítas.
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