empirismo de locke e hume

Páginas: 6 (1336 palavras) Publicado: 16 de maio de 2014
O empirismo de Locke e Hume

A afirmação de Descartes de que já teríamos ideias gerais inatas em nosso espírito não agradou em nada um grupo de filósofos conhecidos como empiristas, que procuraram provar que todas as nossas ideias e concepções têm origem na experiência. A palavra empiria vem do grego e se refere ao conhecimento que adquirimos não a partir do raciocínio lógico, mas daexperiência sensível. Para os empiristas, todo nosso conhecimento tem sua origem na experiência, embora não se reduza a ela. Um dos grandes precursores da filosofia empirista na Era Moderna foi John Locke (1632-1704) que além de filósofo foi também médico.
Para Locke, nossa mente é como uma folha de papel em branco na qual as impressões sensíveis vão se depositando. Através de processos mentais, essasimpressões sensíveis vão se transformando em ideias. “Precisamente o que distingue uma ideia de uma impressão é que a ideia é menos vivaz, tem menos força do que uma impressão”. É como pensar em uma pessoa conhecida, nossa mãe, por exemplo, imediatamente nos vem a imagem da pessoa, seu jeito, a expressão do seu rosto, e talvez até possamos sentir um odor agradável que nos leva diretamente a nossainfância. Mas quando penso na ideia geral de homem, ou de ser humano, não penso em ninguém em particular, talvez sobre apenas uma silhueta sem rosto, sem cor da pele, ou seja, toda a vivacidade vai embora. Assim, nossas ideias são compostas a partir de impressões, sem elas, nossa mente permaneceria vazia. Nas palavras do próprio Locke:
Suponhamos então que a mente seja, como se diz, um papelbranco, vazio de todos os caracteres, sem quaisquer idéias. Como chega a recebê-las. De onde obtém esta prodigiosa abundancia de idéias, que a ativa e ilimitada fantasia do homem nele pintou, com uma variedade quase infinita? A isto respondo com uma só palavra: da EXPERIÊNCIA. De onde tira todos os materiais da razão e do conhecimento.

Por exemplo, poderíamos achar que 5 + 5 = 10 é uma verdadeuniversal da qual nenhum ser racional poderia discordar, certo? Pois bem existem tribos de índios, que não sabem contar até 10. O que mostra que os conceitos universais, não são tão universais assim. Aprender a contar ou realizar raciocínios lógicos seriam fruto do aprendizado e da experiência e não algo cujas estruturas já estivessem em nossa mente desde sempre.
Além disso, mesmo nossa imaginação, pormais livre que possa parecer, está presa à experiência. Veja o que diz outro filósofo empirista, David Hume (1711-1776):
Mas, embora nosso pensamento pareça possuir essa liberdade ilimitada, examinando o assunto mais de perto vemos que em realidade ele se acha encerrado dentro de limites muito estreitos e que todo o poder criador da mente se reduz à simples faculdade de combinar, transpor,aumentar ou diminuir os materiais fornecidos pelos sentidos e pela experiência. Quando pensamos numa montanha de ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias compatíveis entre si, ouro e montanha, que já conhecemos anteriormente. Podemos conceber um cavalo virtuoso, pois os nossos sentimentos nos levam à concepção de virtude, e esta pode unir-se à figura e forma de um cavalo, animal que nos éfamiliar. Em resumo, todos os materiais do pensamento derivam da sensação interna ou externa; só a mistura e composição destas dependem da mente da vontade. Ou para expressar em linguagem filosófica, todas as nossas ideias ou percepções mais fracas são cópias de nossas impressões, ou percepções mais vivas (HUME, 1987, p. 134).

            Hume vai ainda mais longe em suas conclusões, ao propor que,assim como não existem ideias inatas, tampouco existe um fundamento para nossa crença na causalidade. 
Hume se questiona sobre o que nos permitiria estabelecer relações entre fatos isolados, tais como “A causa B” generalizado para “sempre que ocorrer A teremos B”. Relações como essas não podem ser derivadas dos próprios fatos, pois esses não trazem inscritos em si mesmos nenhuma normatividade...
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