Dor no Neonato

Páginas: 12 (2946 palavras) Publicado: 1 de dezembro de 2014
SUMÁRIO


1 INTRODUÇÃO 3
2 OBJETIVOS 6
2.1 OBJETIVO GERAL 6
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 6
3 JUSTIFICATIVA 7
4 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 9
5 METODOLOGIA 13
6 CRONOGRAMA 14
REFERÊNCIAS 15

1 INTRODUÇÃO


Segundo Bueno et al. (2008), o período neonatal é uma fase de intensa adaptação e modificação de órgãos e sistemas, em especial dos sistemas circulatório e respiratório, decorrente daadaptação ao ambiente extra-uterino, visto que é o espaço de tempo até que se complete 28 dias de vida.
O desenvolvimento da Ciência e dos conhecimentos sobre a neonatalogia, associado ao avanço tecnológico, constitui meio importante no tratamento e sobrevida de neonatos pré-termo e a termo. O recém-nascido (RN) é constantemente submetido a procedimentos dolorosos, que se fazem necessários paragarantir a sua sobrevivência.
De acordo com Carvalho (1999), a dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável, decorrente da lesão real ou potencial dos tecidos do organismo, tratando-se de uma manifestação basicamente subjetiva, variando sua apreciação de individuo para individuo.
Durante muito tempo acreditava-se que o RN era incapaz de sentir dor. Até a década de 50, muitosprofissionais não admitiam tratar a dor do RN, alegando imaturidade neurológica, o que diminuiria a sensibilidade à dor. Na década de 60, começa a discussão acerca da possibilidade de o neonato sentir dor.
Atualmente sabe-se que, entre a vigésima e vigésima quarta semana gestacional, o feto é capaz de perceber os estímulos dolorosos, pois as sinapses nervosas estão completas para a percepção da dor e asterminações livres existentes na pele e em outros tecidos possuem os receptores para a dor. Sendo assim o recém-nascido possui os componentes dos sistemas neuroanatômico e neuroendócrino suficientes para permitir a transmissão do estímulo doloroso segundo a American Academy of Pediatrics.
Com este novo conhecimento, fez-se necessário implementar a avaliação da dor, que, de acordo com Tamez e Silva(2006), deve ser considerada o “quinto sinal vital”, isto é, a avaliação da dor deve ser incorporada em cada tomada dos sinais vitais. Dessa maneira, o paciente será avaliado com freqüência, e aplicadas as intervenções apropriadas para o controle da dor quando necessário. No entanto, Sousa et al. (2006) diz que não é fácil realizar uma avaliação da dor neonatal, porém uma prática necessária.
Deacordo com Gaspardo (2006) as experiências precoces e repetidas de dor podem gerar danos no futuro à saúde dos neonatos vulneráveis.
Estas conseqüências variam de acordo com o prazo de exposição à dor do RN. Quando em curto prazo, os resultados podem ser: irritabilidade, diminuição da atenção e orientação, alteração no padrão do sono, recusa alimentar, além de interferência na relação mãe e filho.Se em médio ou longo prazo, pode ocorrer aumento da sensibilidade à dor, com hipersensibilidade aos estímulos dolorosos e não dolorosos, devido ao aumento das ramificações nervosas no local agredido repetidamente e à diminuição do limiar de dor. Além disso, a dor repetida pode favorecer o aparecimento de problemas de cognição e déficit de atenção e concentração na vida escolar (MEDEIROS;MADEIRA,2006).
No processo efetivo da dor, deve-se incluir a prevenção e a antecipação da dor, e não só o tratamento da mesma. O objetivo principal do manejo da dor no paciente neonatal é a utilização de intervenções que venham minimizar a intensidade e a duração da dor, ajudando o paciente a recuperar-se prontamente dessa experiência estressante.
Tamez e Silva (2006) alegam a existência de dois tiposde intervenções: as do tipo não farmacológicas, que são simples e de fácil realização, utilizadas com a finalidade de prevenir ou reduzir a intensidade de um processo doloroso leve; já nos procedimentos dolorosos graves, causados principalmente por procedimentos invasivos, deverão ser adicionadas as intervenções farmacológicas, mesmo antes do RN apresentar sinais de alterações fisiológicas e de...
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