Direito

1544 palavras 7 páginas
Do Contrato Social – Livro III
Capítulos VI – IX

Capítulo VI - da Monarquia
No presente capítulo, Rosseau considerou no livro “O príncipe”, o governante como uma pessoa moral e coletiva, unida pela força das leis e depositária no Estado do poder executivo. Passou então a considerar este poder em mãos de uma pessoa natural, de um homem real, que se chama um monarca ou um rei. Ao contrário de outras administrações, em que um ser coletivo representa um indivíduo, nesta, é um indivíduo que representa um ser coletivo. Através das relações gerais, Rosseau afirma que o monarca só é conveniente aos vastos Estados.
Quanto mais numerosa for a administração pública, mais a relação entre o príncipe e os vassalos diminui e se aproxima da igualdade. Essa mesma relação aumenta à medida que o governo se contrai, e atinge seu maximum quando o governo se acha em mãos de uma única pessoa. Passa a haver então uma enorme distância entre o príncipe e o povo, e o Estado carece de ligação. Contudo, se é difícil que um grande Estado seja bem governado, é mais difícil ainda ser por um só homem.
Um defeito essencial e inevitável, que sempre colocará o governo monárquico abaixo do republicano é que no governo republicano o povo dificilmente elegerá homens que não sejam aptos aos cargos e já na monarquia basta ser dono de um pequeno engenho para atuar em um cargo do governo. Dessa forma conclui-se que é tão raro encontrar um homem de real mérito no mistério quanto um tolo à testa de um governo republicano. Devemos ressaltar que quanto alguém com o dom de governar, assume um desses cargos, faz-se época no país pelos recursos que ele encontra parar resolver os problemas deixados por seu antecessor.
Para que um Estado monárquico possa ser bem governado, seria preciso que sua extensão fosse do tamanho das faculdades de quem o governa. Mas ainda quem um Estado seja pequeno demais para a grandeza de seu governante, este ainda será mal governado, pois a ambição o fará esquecer seu povo.

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