Cotas para negros nas universidades

Páginas: 9 (2110 palavras) Publicado: 23 de maio de 2014
TEMA: O sistema de cotas raciais nas universidades brasileiras.
PROBLEMA
O problema escolhido pelo grupo visa tentar esclarecer equívocos e basear-se em fatos e pesquisas a fim de concluir se a efetividade das cotas como programa de inclusão pode ser enxergada na realidade universitária brasileira, e como isto afeta a importante reconstrução da nossa igualdade social e racial.
HIPÓTESE
Em37 dos 61 cursos oferecidos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), a nota mais alta na primeira fase do vestibular foi de alunos que se inscreveram no sistema de cotas do Programa de Ações Afirmativas. A primeira conclusão do relatório é que a maioria dos cotistas (87,9%) foi classificada para a segunda fase exclusivamente por seu desempenho nas provas, e não por conta da origem escolar, etniaou cor.[1] Com relação à eficácia do sistema de cotas neste caso específico, a pesquisa encontrou que em 15 cursos as vagas disponíveis não foram preenchidas. Houve expressiva ineficácia registrada em oito cursos, em que menos de 5% das vagas foram preenchidas graças ao programa. Em contrapartida, o sistema de cotas da UFBA alcançou, em 16,4% dos cursos, resultados muito eficazes e, em particularno curso de Medicina, a influência das cotas foi decisiva.
“A relatório-análise é preliminar, mas já indica que o perfil de quem senta nas cadeiras da Ufba e anda pelos corredores dos campi vai mudar. Alunos de escola pública foram, sem as cotas, 46,1% do total de inscritos e 37,4% do total de classificados, com desempenho geral apenas 8,7% mais baixo que os candidatos oriundos de escolasparticulares. Em 27 cursos, eles se classificaram ultrapassando o limite das cotas (45%), e concorrendo com os demais candidatos, de igual para igual.” [1]

A universidade estadual do Rio de Janeiro (UERJ) foi a primeira a implantar uma política de cotas no Brasil, ainda em 2003. A experiência da UERJ foi acompanhada pelos doutores em Educação, Teresa Olinda Caminha Bezerra e Cláudio Gurgel em umapesquisa publicada em 2011.[2] Os pesquisadores perceberam que os alunos cotistas obtinham notas bem inferiores aos dos não cotistas no Vestibular. Apesar disso, depois de ingressarem na universidade, o desempenho acadêmico de ambas as categorias era bastante semelhante.
“Não obstante o resultado medíocre obtido no Vestibular, os alunos cotistas superaram as deficiências curriculares iniciais,tendo sido capazes de acompanhar o desenvolvimento das matérias ministradas em sala de aula tão bem quanto seus colegas que não se valeram do sistema de cotas” [2]

A Universidade de Brasília, por sua vez, foi a primeira Universidade federal a adotar uma política de cotas. O caso da UnB (que destina 20% das vagas para estudantes autodeclarados negros) foi estudado pelo professor Jacques Velosoque publicou em 2009 o artigo intitulado “Cotistas e não cotistas: Rendimentos de alunos da Universidade de Brasília”.[3]
O estudo avaliou o rendimento de três turmas de alunos que ingressaram na universidade nos anos de 2004, 2005 e 2006. “Tomados esses dados em seu conjunto, em termos de diferenças substantivas no rendimento da universidade – as que realmente importam – não houve uma sistemáticasuperioridade dos estudantes não cotistas”, conclui.

O desempenho acadêmico de estudantes da UFABC (Universidade Federal do ABC) ao longo dos anos indica que o sistema de cotas - que reserva 50% das vagas para estudantes oriundos de escolas públicas - não interferiu negativamente na qualidade do Ensino Superior público.[4]
Quando avaliadas separadamente, as notas dos dois grupos mostram quecotistas têm mais dificuldade em aprender. A disparidade, no entanto, não interfere na média geral da universidade.
Para o pró-reitor de Graduação da UFABC, Derval dos Santos Rosa, o sistema de cotas é a melhor proposta para a inserção dos jovens que cursaram Ensino Médio em instituições públicas de Ensino Superior. Passado o vestibular, é preciso que a instituição adote práticas que garantam a...
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