CARACTERISTICAS DOS FAMILIARES DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN

Páginas: 12 (2953 palavras) Publicado: 3 de outubro de 2014
MUDANÇA

DE

POSTURA/ATITUDES

NOS

FAMILIARES

DE

CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O nascimento de uma criança é um evento importantíssimo na vida familiar. Os pais
passaram nove meses imaginando como seria seu bebê e qual o efeito que ele teria sobre a
família. Novas relações, papéis e responsabilidades foram previstas para os cuidados com a
criança, comotambém para atender às necessidades sociais e econômicas da família.ao
mesmo tempo, foram tomadas providências de natureza prática, com relação a cuidados
básicos, roupa, espaço e mobiliário.

Segundo Pueschel (1993; p. 23),
Durante a gravidez, muitos pais chegam a verbalizar suas
preocupações sobre a possibilidade de que algo errado possa
acontecer, mas geralmente esse sentimento é fugaz erepelido,
principalmente quando não houve problema durante a gestação e
nenhum membro da família apresenta alguma deficiência.

Finalmente chega o grande dia de nascer o bebê. Será que as expectativas dos pais se
realizarão? Se o recém-nascido apresenta uma deficiência, é possível que os pais logo
percebam que algo não está certo. Sentem medo. É como se o mundo estivesse chegando ao
fim.Têm dificuldade em continuar a ouvir os comentários do médico, de tão absortos que se
encontram nos sentimentos e imagens que as pessoas possuem sobre a deficiência mental e a
síndrome de Down. Podem pensar em indivíduos desajeitados, com dificuldades de
comunicação; com aparência diferente, com cabeças grandes e deformadas; a quem falta o
potencial para reagir como os outros; e quem nãoconsegue reconhecer os membros da família
e responder com amor e afeição a eles.
Para Pueschel (1993), essas percepções estereotipadas são comuns e permeiam todos
os níveis de escolaridade e inteligência. Diz ainda que, muitos ainda expressam o medo e o
desejo de escapar dessa situação.
Algumas pessoas procuram escapar dessa realidade aterradora por meio da esperança
de que tenha havido um engano,que o teste cromossômico comprovará que o médico estava

errado e que seu filho será uma exceção. Ao mesmo tempo, os pais podem se sentir culpados
por ter tais pensamentos. Todavia, estas são reações perfeitamente naturais perante uma crise,
refletindo a necessidade de todos os seres humanos de escapar de situações aparentemente
insustentáveis. Alguns casais têm dificuldades em comunicar-sesobre o diagnóstico do bebê.
Podem ter estilos distintos para enfrentar o estresse, como também podem diferir quanto a
suas experiências anteriores e valores relacionados à deficiência. Essas diferenças podem
tornar difícil o compartilhar questões, preocupações e informação. Neste momento, os pais se
mostram sensíveis quanto a sua competência pessoal e propensos a se sentir culpados edesvalorizados pelas realizações do outro. Quando os pais são informados de que a síndrome
de Down ocorre uma vez de cada 800 a 1.110 nascimentos, não podem evitar se questionar
sobre por que isso aconteceu justamente com eles.

Pueschel (1993, p. 25) diz que:

A maioria das pessoas busca uma explicação ligada ao seu comportamento
pessoal ou ao daqueles próximos a elas. Procuram algo que ocorreuque
possivelmente ignoraram. Podem culpar alguém ou algum evento pelos
sentimentos dolorosos do que relacioná-los a abstrações estatísticas.

As pessoas lidam com suas emoções de maneiras diferentes: algumas se voltam para
dentro de si, outras expressam seus sentimentos abertamente, chorando ou ficando com raiva.
Algumas pessoas buscam informações ativamente, fazendo perguntas, telefonemas,enquanto
outras esperam que as pessoas em torno delas tomem a iniciativa de mostrar suas reações e
idéias. Às vezes, leva meses para as pessoas recobrarem um sentido normal de si mesmas e
retomarem suas rotinas e atribuições normais. Seus sentimentos de tristeza e perda podem
nunca desaparecer por completo, contudo, muitas pessoas descrevem alguns efeitos benéficos
de tal experiência....
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