Céu, prosa e poesia

Páginas: 5 (1038 palavras) Publicado: 23 de julho de 2014
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA
DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES












Resumo do texto: Vieira, o índio e o corpo místico.














Feira de Santana – BA
2014
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA
DEPARTAMENTE DE LETRAS E ARTES
CURSO: Letras com Inglês
DISCIPLINA: Literatura Brasileira I
DOCENTE: Adriana Bayer
DISCENTE: Jessica Mina deSousa








Resumo do texto: Vieira, o índio e o corpo místico.




Para Vieira, contra reformista, o batismo, “sem o qual ninguém pode salvar” representa para o gentio que nasceu sem fé, um “segundo e novo nascimento”.
(Alcir Pécora)








Feira de Santana – BA
2014
Vieira, o índio e o corpo místico.

O padre Antônio Vieira teve grande participação comomissionário na história da literatura brasileira e sua carreira na corte portuguesa foi interrompida com sua partida para o Brasil, mais especificamente às províncias do Maranhão e Grão-Pará, deixando em suas cartas a conformação através da frase “Venceu Deus”, ou seja, a vontade de Deus.
“- Pe. Antônio Vieira é uma das personagens mais intrigantes e, talvez, das mais discutidas. Sua longa vidafoi marcada por sua presença de espirito, com a qual encarava seus irmãos e aconselhava seu Rei, nunca se esquivando de denunciar o mais temido dos poderosos. Deixou mais de 700 cartas e 207 sermões”. (MAIA, Lígio de Oliveira, 2007)
Chegava ele a esta terra de brasis com o objetivo de catequisar e tornar os índios parte do corpo místico. Conhecido também como “papai grande”, Vieira sofreuuma série de equívocos a seu respeito, dentre eles o de ser um “progressista”, afrancesado, setecentista, que se opõe ao atraso da escravidão, e propõe Igualdade e Liberdade como os fundamentos de uma sociedade justa.
Nas tópicas da segunda escolástica vê-se que o esforço da conversão é gesto cristão, um dever religioso de levar a cristandade a quem quer que fosse, mesmo que estespertencessem a uma classe considerada inferior, como no caso do indígena que está incluído na lei natural da potência humana sendo capaz, de pertencer ao grêmio da Igreja, submeter-se ao Império de Cristo e ganhar a Bem-Aventurança.
Buscando intimidar e despertar o sentimento de obediência dos senhores e dos índios, diante de imposições cristãs, Vieira usou a palavra de Deus. Ele criticou ocativeiro, argumentando que a condição natural do ser humano, criado por Deus à sua imagem e semelhança, é a de liberdade. A partir daí, o tema do “pecado mortal do cativeiro” resulta no Sermão da Primeira Dominga Quaresma, no qual é dito que vão todos ao inferno pelo pecado de manterem cativos e que Deus manda anunciar para que solte as ataduras da injustiça, pois são desastrosos os efeitos damanutenção dos cativeiros injustos, assolando a Colônia com várias “pragas”. Em carta ao rei dom Afonso VI, Antônio Vieira é ainda mais duro na responsabilização. Diz que os reis são vassalos de Deus, não podendo castigar os seus, sob pena de sofrerem tais castigos pelo próprio Deus.
No entanto, entre as obrigações dos escravos está oração e agradecimento mesmo em cativeiro, da graça da religião. Oque Vieira considera é que esta nova situação vivida pelo gentio ou bárbaros como são conhecidos, ainda que cativo, fazê-lo ingressar na religião cristã, é decididamente melhor, ainda que mais sofrida, do que a anterior, ignorante de Cristo, ainda que livre. Muitos deles, inclusive, respondem bem a essa expectativa, frequentando a catequese sem que fosse necessário o chamamento dos padres.Justificando a vinda do Pe. Antônio Vieira para as nossas terras e seu interesse em converter os escravos, ensinando-lhes o caminho da Boa Aventurança, o autor esclarece mais especificamente a partir do desenvolvimento textual sobre A Missão Portuguesa no Mundo, onde ele cita, segundo Vieira, “cabe a Portugal, mais que a qualquer outra nação cristã, avançar sobre o mundo gentio e reduzi-lo à...
Ler documento completo

Por favor, assinar para o acesso.

Estes textos também podem ser interessantes

  • Prosa e poesia
  • Poesia e Prosa
  • Poesia e Prosas
  • prosa e poesia
  • Poesia e Prosa Medievais
  • Romantismo prosa e poesia
  • Transformação de Poesia em Prosa
  • Prosa, poesia e ficção na Era Vargas

Seja um membro do Trabalhos Feitos

CADASTRE-SE AGORA!